Bolsa de Valores, a hora é agora?

Bolsa de Valores, a hora é agora?

O cenário econômico e os juros baixos, nunca jamais vistos no país, tem levado milhares de pessoas a conhecer de perto a B3, Bolsa de Valores brasileira. Vemos uma migração de investidores, antes chamados de rentistas, que aplicavam seus recursos apenas da renda fixa (CDB’s, LCI’s e LCA’s), por vários motivos, entre eles, a aversão ao risco, para o mercado de renda variável, mais conhecido como mercado de ações. A pandemia da Covid19 ajudo a impulsionar esses números, mas ainda existe a barreira da economia que tem levado a oscilações nas cotações de tirar o sono, e temos ainda, na crise, a necessidade de se criar uma “renda-extra”com esses investimentos.

Nunca na história da economia brasileira vimos a Taxa Básica de Juros do país, conhecida comumente como Taxa Selic, alcançar patamares tão baixos. O Comitê de Políticas Públicas – Copom, reduziu os juros para 2,25% a.a., isso quer dizer que se você aplicar R$ 1.000,00 na Caderneta de Poupança, no prazo de 29 dias, seu lucro vai ser exatamente R$ 0,00, isso mesmo, zero. Com isso a alternativa mais atraente e viável é perscrutar o mundo desconhecido e amedrontador da Bolsa de Valores. Dessa forma é possível auferir ganhos ou mesmo apenas empatar com a inflação.

O momento atual, de reclusão domiciliar proporciona a busca de novos conhecimentos e o vislumbre a novos horizontes. A pandemia tem levado milhares de pessoas a Bolsa de Valores, segundo dados da B3, entre 2017 e 2019, 800.000 investidores abriram contas em Corretoras de Valores. Esse ano, apesar da Covid19, 500.000 investidores entraram no mercado, elevando para 1,9 milhões o número de brasileiros que optaram por investir em ações. Até 2019, nós tínhamos no Acre, registrados na B3, um pouco mais de 2.300 investidores, agora em 2020 já houve um crescimento de 39%, enquanto no estado do Amazonas foi de +33%, Pará +38% e Roraima +36%. E nesse contingente o número de mulheres investidoras foi maior do que a do público masculino, mostrando que finanças e mercado de ações não é mais coisa só para homens.

Esse crescimento não alcançou números ainda mais expressivos devido a retração da economia e as constantes oscilações, causadas principalmente pela Pandemia. Só no mês de março foi preciso acionar o circuit braker, botão antipânico que paralisa as negociações quando a queda do Ibovespa ultrapassa 10%, 15% ou 20%, todos os dias em uma mesma semana, juntando-se a isso temos a velha e conhecida instabilidade política que afugenta os estrangeiros, que são, ainda, os que detêm a maior parcela do capital investido. As transações de pessoas físicas respondem por quase 20% de tudo que é negociado na bolsa por dia, em maio a média foi de 11 bilhões de reais.

Os brasileiros começaram a entender que não é preciso ter muito dinheiro, um grande engano era achar que, primeiro juntava-se dinheiro, depois investiria. Na verdade só têm dinheiro quem investe, é uma questão de atitude. Nesse momento de aumento do desemprego e perca de renda, as pessoas vêem nos investimentos uma forma de ter uma renda-extra, ou uma renda-passiva, fazer o dinheiro trabalhar para ele. Só no mês de março 66.600 CPF’s novos cadastrados na bolsa de valores realizaram aplicação inicial de até R$ 500,00 e 24.081 de R$ 500,00 a R$ 1.000,00, isso mostra que não é algo inacessível.
Mas nem tudo são flores, esse mercado exige: paciência, planejamento e conhecimento. Desde cedo no mercado aprendi que devemos ter um motivo para comprar uma ação de uma empresa, avaliar os benefícios e os riscos e que é melhor se preparar durante a bonança do que se desesperar em meio a tormenta, O investidor iniciante tem que aprender pelo menos duas máximas do mercado: 1) Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura; 2) Investindo em renda variável, ações, você corre o risco de perder todo o seu capital. Aproveite esse momento, estude, conheça o mercado, mas não demore, existem oportunidades que são únicas na vida.