Dinheiro que não tem nome, some!

Dinheiro que não tem nome, some!

Geralmente reclamamos que nosso salário não dá para nada, a inflação está em alta, e que não sobra dinheiro. Mas você lembra que um dia já ganhou bem menos do que ganha hoje? Pois é, e o que mudou na sua vida? Isso acontece por que o grande problema não é a falta do dinheiro, mas o propósito que damos a ele. Um dia você saiu de casa com R$ 100,00 e no final do dia tateou os bolsos e pensou “perdi o meu dinheiro”, sentou e lembrou: “Ah, tomei um café, comprei uma revista, fiz um lanche…”, e o dinheiro sumiu.

Isso é o que acontece quando não carimbamos nosso dinheiro, não damos um destino especifico para ele. Ele, simplesmente, some. E é o que acontece quando recebemos um dinheiro extra, como o 13 salário, um aumento ou um abono, o que fazemos com ele ? Simples, gastamos.

Na vida temos três tipos de pagamentos: dividas, gastos e investimentos.

Dividas: Qualidade de vida no passado. Você comprou aquele carro novo, passou uns meses com o plástico nos bancos. Os plásticos foram embora e restou o financiamento. Mas você comprou um carro novo, realizou um sonho, lembra ?

Gastos: Qualidade de vida no presente. É nesse pagamento que está a maior parte dos nossos pagamentos, que são justamente: compra de roupas, almoço fora do domicílio, passeios, shows, etc., ou seja, não gera patrimônio nenhum, mas são necessários e devem ser planejadas.

Investimentos: Qualidade de vida no futuro. Quase nunca pensamos nesse pagamento, queremos viver o hoje, o agora, e até falamos: “tenho que aproveitar a vida”, “e se eu morrer”, esse é um grande erro. Temos que planejar nosso futuro, não podemos nos enganar achando que na velhice o Governo “bancará”nossas despesas.

O mês de dezembro é mágico, época de congratulação, confraternizações, o réveillon que nos enche de esperança com a chegada do novo ano e atrelado a tudo isso, vem o décimo terceiro salário, salário do mês e, em alguns casos, recebimento das férias, e para alguns ainda, um gordo abono. E como diz a letra da música “é ai que mora o perigo”, juntar tanto dinheiro com as nossas emoções, essa equação vai resultar em pagamento de gastos e consequentemente compras por impulso e endividamento.

Dinheiro só serve para duas coisas: gastar e dar troco. Porém gaste o seu com cuidado, não leve a emoção para passear e pense em realizar pagamentos para o futuro. A pandemia nos ensinou muita coisa, aliás, ela foi um convite forçado para a mudança. Nunca sentimos tanto ma falta de um pé-de-meia, aquela economia que nos ajuda a comprar o pão, por que a carne, está cada dia mais difícil. Então caro leitor, consciência e cautela com seus pagamentos.