A prefeita de Cobija, cidade boliviana na fronteira com o Brasil, Ana Lucia Reis (MAS), anunciou no dia 2 de abril o início das obras de contenção das margens do Rio Acre. A medida visa mitigar os impactos das enchentes que anualmente afetam a população da fronteira entre o estado do Acre e o Departamento de Pando, na Bolívia.
O projeto prevê a construção de diques de contenção, sistemas de drenagem pluvial, reforço das margens em pontos críticos e a instalação de alertas hidrológicos. As obras começaram nas proximidades do Quartel Naval de Pando e se estenderão por diversos bairros ribeirinhos, com foco especial na comunidade do bairro Manpajo, a maior da região e uma das mais afetadas pelas cheias.
No início do ano, o vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, esteve em Cobija e alertou sobre o risco crescente do nível do Rio Acre subir durante o período chuvoso, impactando as comunidades ribeirinhas. Ele destacou que, embora as condições climáticas sejam semelhantes dos dois lados da fronteira, as obras de contenção realizadas em Brasileia, no Acre, têm sido exemplares e inspiraram a iniciativa boliviana.
Calvimontes aprovou o projeto de encostas que está sendo executado na orla de Brasileia, reforçando a necessidade de uma ação semelhante em Cobija para minimizar os danos causados pelas inundações.
O projeto de contenção da margem boliviana do Rio Acre está orçado em aproximadamente 90 milhões de bolivianos(cerca de R$ 65 milhões). A execução será feita em etapas, com um investimento inicial de 5 milhões de bolivianos por fase, e a conclusão está prevista para 18 meses. A primeira fase das obras já foi iniciada nas proximidades da Ponte da Integração, no bairro Manpajo, principal ligação entre Cobija e Brasileia, no Brasil.