O vereador de Rio Branco e candidato a deputado estadual Samir Bestene (PP) se manifestou nesta sexta-feira, 2, sobre a decisão da Justiça do Trabalho que determinou medidas para impedir possíveis práticas de assédio eleitoral envolvendo trabalhadores terceirizados da empresa Columbia Segurança e Vigilância Patrimonial, que prestam serviços à Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).
Samir afirmou que a prática de coação não faz parte de sua trajetória política e sustentou que sua campanha tem sido construída a partir do contato direto com a população, da apresentação de propostas e do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.
A decisão liminar foi concedida pela 1ª Vara do Trabalho de Rio Branco, em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O processo envolve o Estado do Acre e a empresa Columbia e teve origem em apurações relacionadas à participação de trabalhadores terceirizados em um ato político realizado em setembro. Entre as determinações estão medidas para garantir a liberdade de escolha dos trabalhadores e a preservação de documentos e mensagens relacionados à mobilização.
Ao comentar o episódio, Samir procurou separar a denúncia investigada pelo MPT de sua forma de fazer política. Segundo ele, a agenda mencionada no caso ocorreu após um convite feito pelo próprio gerente da empresa.
“Fui convidado para uma agenda, a pedido do gerente da empresa. A gente não trabalha dessa forma. Sempre trabalhou com conquista, sempre trabalhou mostrando para as pessoas o trabalho que nós temos.”
O candidato também afirmou que não faz parte de sua conduta política pressionar, constranger ou obrigar pessoas a apoiar determinada candidatura.
“Não é o nosso feitio. Não estamos coagindo ninguém.”
A declaração ocorre no momento em que a campanha eleitoral entra na reta final. Para Samir, a mobilização que sua candidatura vem alcançando é resultado de um trabalho que, segundo ele, foi construído ao longo de sua atuação pública e do contato mantido com diferentes segmentos da população.
“Quase ninguém” seria capaz, segundo a linha defendida pelo candidato, de associar sua trajetória política a uma prática de imposição ou constrangimento. A campanha, afirma, tem buscado ampliar apoios justamente por meio da apresentação das bandeiras que defende e dos resultados de sua atuação como vereador.
Samir é vereador de Rio Branco e disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre pelo Progressistas, com o número 11106. Seu registro de candidatura foi deferido pela Justiça Eleitoral, que reconheceu o preenchimento das condições de elegibilidade e a regularidade da documentação apresentada.
Na Câmara Municipal, o parlamentar tem defendido que denúncias e acusações apresentadas no debate político sejam acompanhadas de provas. Em setembro, ao responder a uma acusação sobre suposto “curral eleitoral” na Sesacre, Samir afirmou que denúncias dessa natureza deveriam ser fundamentadas e cobrou elementos concretos que sustentassem as afirmações.
É nesse contexto que o candidato afirma enxergar a atual controvérsia. Para ele, sua trajetória política deve ser analisada pelo conjunto do trabalho realizado e pela relação construída com a população, e não apenas por uma acusação que está sendo apurada judicialmente.
A atuação parlamentar também faz parte da narrativa que Samir apresenta aos eleitores nesta reta final. Em materiais de campanha e manifestações públicas, ele tem destacado a presença nos bairros, o diálogo com moradores e a busca por soluções para demandas apresentadas diretamente pela população. Em evento realizado nesta sexta-feira, uma mobilização de campanha reuniu apoiadores na Avenida Ceará, em Rio Branco.
Ao responder às acusações, Samir reforçou que pretende continuar apresentando sua candidatura a partir das bandeiras que adotou e do trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória política.
“Minha forma de fazer política sempre foi através do trabalho, da conquista e de mostrar para as pessoas aquilo que estamos fazendo”, afirmou.





