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ARTIGOS

Bocalom fez em cinco anos o que não fizeram em 20

Bocalom fez em cinco anos o que não fizeram em 20

Grandes obras, revolução nos serviços públicos e equilíbrio fiscal marcam uma gestão que reposicionou Rio Branco e abriu caminho para um novo ciclo administrativo

Mesmo sob o bombardeio sistemático de críticas da oposição e setores da mídia, muitas delas ancoradas na lógica do “quanto pior, melhor”, a gestão do prefeito Tião Bocalom em Rio Branco consolidou um ciclo administrativo que, na prática, condensa mais de duas décadas de avanços em apenas cinco anos de gestão. Trata-se de um caso raro de combinação entre responsabilidade fiscal, capacidade de execução e visão estratégica de desenvolvimento.

O eixo central dessa transformação está na compreensão de que produzir é gerar emprego e renda. Esse princípio, que acompanha Bocalom desde sua experiência como prefeito por três vezes em Acrelândia, foi elevado à condição de política pública estruturante na capital. O resultado é um salto consistente na produção agrícola, no fortalecimento da pecuária e na introdução de novas culturas, como o café, que hoje desponta como uma das apostas mais bem-sucedidas nas áreas rurais de Rio Branco. A produção de arroz e o crescimento do hortifrúti reforçam esse novo dinamismo econômico.

Mas é no espaço urbano que a transformação ganha escala e visibilidade. Rio Branco deixou para trás a imagem de cidade acanhada para assumir protagonismo com obras estruturantes de grande porte. Entre elas, dois marcos simbólicos se impõem: o elevado Beth Bocalom e o monumental viaduto da AABB, batizado de Mamédio Bittar. Mais do que intervenções viárias, essas obras representam um novo padrão de infraestrutura urbana, melhorando a mobilidade, redefinindo a paisagem da cidade e elevando a autoestima dos rio-branquenses e acreanos de modo geral.

A requalificação de avenidas estratégicas, como Ceará, Chico Mendes e a Estrada da Floresta, por exemplo, somada à recuperação de centenas de quilômetros de ruas, reforça esse processo de modernização. No coração da cidade, intervenções urbanas devolveram vitalidade ao centro, com destaque para o novo Mercado São Francisco, o calçadão da Benjamin Constant revitalizado e a instalação de uma fonte luminosa interativa na praça da Revolução, elementos que combinam funcionalidade com valorização estética do espaço público.

Esse cuidado se estende aos parques, jardins e à limpeza urbana, que hoje se consolidam como um dos diferenciais de Rio Branco. A cidade passou a apresentar um padrão de conservação e organização que impacta diretamente na qualidade de vida da população e na percepção coletiva de pertencimento.

Na área de saneamento e abastecimento de água, historicamente marcada por gargalos estruturais, a gestão enfrentou desafios acumulados por décadas. Sem recorrer ao aumento de tarifas, manteve os valores cobrados e ampliou significativamente o acesso. Hoje, bairros que nunca tiveram fornecimento regular contam com água regularmente a — um avanço concreto, ainda que diante de um passivo histórico relevante.

Na saúde, os números são expressivos e merecem destaque: foram 41 unidades básicas de saúde entre construídas e reformadas, ampliando a capilaridade da rede e melhorando a capacidade de atendimento. Esse esforço se traduz no aumento de procedimentos, atendimentos e cobertura vacinal, além da valorização dos profissionais da área. Na área da saúde, a Prefeitura de Rio Branco consolidou avanços expressivos e mantém um ritmo contínuo de expansão dos serviços. Em 2025, foram realizados mais de 2 milhões de atendimentos em toda a rede municipal, evidenciando a capacidade de resposta do sistema público de saúde. A atenção primária seguiu como eixo estruturante, com mais de 5 mil consultas médicas, enquanto a atenção especializada registrou quase 2.500 atendimentos. As ações de cuidado e prevenção também se destacaram, com mais de 500 consultas de pré-natal e centenas de procedimentos preventivos, reforçando o compromisso com a saúde da mulher e o acompanhamento contínuo da população. 

Em 2026, os dados iniciais confirmam a manutenção desse ritmo acelerado, com alta demanda atendida e foco estratégico na prevenção e no cuidado com quem mais precisa.

A educação também experimentou uma mudança de patamar. A ampliação das vagas em creches — hoje cerca de 1.600, com crescimento superior a 500% — inclui, de forma inédita, o atendimento a crianças de zero a dois anos. Trata-se de uma política com forte impacto social, especialmente para mulheres que dependem dessa estrutura para ingressar ou permanecer no mercado de trabalho. Soma-se a isso a distribuição de fardamento completo, incluindo tênis, a ampliação da merenda escolar com café da manhã e a incorporação de tecnologia, com tablets para alunos, computadores para professores e ensino de robótica.

Programas inovadores, como o Tech Jovem e iniciativas de intercâmbio internacional, ampliam horizontes e apontam para uma política educacional voltada ao futuro.

Outro diferencial estratégico foi a incorporação da tecnologia à gestão pública. A implantação de um sistema de cidade inteligente, especialmente na área de segurança, colocou Rio Branco em posição de destaque. Um convênio inédito no país com a Polícia Federal, permiti o uso integrado de câmeras com reconhecimento facial, amplia a eficiência no combate ao crime, na localização de desaparecidos e no enfrentamento ao tráfico humano. É a tecnologia operando como instrumento estruturante, com resultados superiores a modelos tradicionais.

No campo da gestão fiscal, o resultado é inequívoco: um superávit superior a R$150 milhões ao final do ciclo administrativo. Em um cenário nacional marcado por déficits recorrentes, esse dado evidencia não apenas controle e gestão eficiente, mas capacidade de investir com responsabilidade.

Na habitação, o programa que prevê mais de 1.600 unidades populares se consolida como o maior da história do município, enfrentando diretamente o déficit habitacional e promovendo inclusão social.

É evidente que ainda há muito a ser feito. Nenhuma gestão, em qualquer lugar, resolve em cinco anos problemas acumulados ao longo de décadas. No entanto, o que diferencia esse período é a ruptura com a inércia histórica e a entrega de resultados concretos, mensuráveis e visíveis.

Ao transferir o comando da prefeitura, a atual gestão entrega uma máquina pública organizada, com contas equilibradas e capacidade de investimento — um ativo raro na administração pública local e brasileira. Cabe agora ao seu sucessor Alysson Bestene, dar continuidade a esse ciclo virtuoso, preservando conquistas e avançando ainda mais.

Ao final, o julgamento é simples e objetivo: gestão pública se mede por entregas. E, nesse aspecto, os fatos são incontestáveis. Em cinco anos, Rio Branco avançou o equivalente a décadas — e isso não é narrativa, é realidade.

*Zé Américo Silva é jornalista Consultor de Marketing Político