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ARTIGOS

Enfrentamento da mulher no jogo bruto da política machista no Acre

Enfrentamento da mulher no jogo bruto da política machista no Acre

Não é de hoje que a mulher luta para conquistar o espaço que lhe é de direito no universo político, historicamente dominado por homens. Prova disso é que somente em 1932 as mulheres passaram a ter o direito de votar no Brasil e, já em 1934, Carlota Pereira de Queirós tomou posse como a primeira deputada federal, representando o estado de São Paulo.

De lá para cá, a luta pela ocupação de espaços políticos segue sendo marcada por tentativas de desqualificação, muitas vezes veladas, que buscam diminuir a capacidade e a competência das mulheres no exercício de cargos-chave, tanto no Legislativo quanto no Executivo.

De forma sorrateira — e, por vezes, escancarada — ainda há um ambiente que denigre, agride e promove campanhas de ódio contra a participação feminina nos mais diversos segmentos da política. E aqui não me refiro apenas à política partidária, mas à política em seu sentido mais amplo: nos sindicatos, nas associações e nas diversas formas de organização da sociedade civil.

No chamado “Estado da Floresta”, infelizmente, essa realidade não é diferente — e ouso dizer que, no Acre, muitas vezes ela se manifesta de forma ainda mais agressiva. Digo isso porque já se observam sinais claros de que grupos que não aceitam o protagonismo feminino passaram a direcionar ataques à governadora Mailza Assis.

É preciso deixar claro: não vão conseguir. As mulheres acreanas não permitirão que essa onda de ódio atinja quem representa um avanço na participação feminina na política. Mailza é uma mulher honrada, de bom caráter e com elevado espírito público. Seu nome, ao contrário de muitos, não está associado às práticas que mancham a vida pública.

Diante disso, conclamamos todas as mulheres do Acre à união. Porque não pedimos espaço: ocupamos, resistimos e transformamos a política. Afinal, a participação feminina não é apenas um direito — é a base para a construção de uma democracia mais justa, equilibrada e verdadeiramente representativa.