Força, Pedro Valério

Força, Pedro Valério

Um lobo estava morto de fome e partiu para caçar. Olha daqui, espia dali, viu um coelho distraído. A fera pegou-o e começou a comê-lo quase sem mastigar. De repente, ops! Um osso ficou preso na garganta do guloso.

E agora? Ele viu um pássaro de bico comprido passar por perto. O lobo pediu socorro e prometeu recompensá-lo. O pedido foi atendido, mas o pássaro cobrou o acordo. “Recompensa? Agradeça a Deus eu não ter comido você. Suma da minha frente”, vociferou o predador.

A fábula serve para ilustrar o que aconteceu nas hostes do PSL. De nanico e de aluguel, o partido, num curtíssimo espaço de tempo, passou a ser um dos principais protagonistas da política acreana. É uma história construída a muitas mãos, mas destacadamente contou com a liderança e determinação do dirigente Pedro Valério.

Por ser uma legenda sem desgastes e, sobretudo, por possuir um dos maiores repassasses dos fundos partidário e eleitoral e ainda o maior tempo no horário eleitoral gratuito, passou a ser objeto de cobiça de políticos oportunistas. Foram muitas as investidas, porém as habilidades do dirigente e a força da militância nos manteve incólumes.

No tocante às últimas eleições, deixando a sua vida pessoal e familiar em segundo plano, Valério fez o que pôde na capital (os poderes estavam com o Major Rocha) e embrenhou-se no interior, onde o partido disputava onze prefeituras, sendo seis na cabeça de chapa, além de cinco como vice, incluindo a capital Rio Branco.

Valério investiu fortemente nas candidaturas majoritárias de Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul, disputando em pé de igualdade com as forças políticas que se revezam no poder desde a fundação daqueles municípios. A vitória escapou na reta final da campanha. Faltou pouco! A frustração do quase sucesso nas duas cidades priorizadas acabou sendo “amenizada" com a eleição de um vereador da capital e outro no interior. Ledo engano! O cidadão, que vivia no anonimato político e recebeu atenção prioritária da direção e dos militantes, passou a hostilizar e conspirar contra aqueles que lhe deram a mão. Usando os mesmissimos expedientes, também entraram nessa barca (furada) aqueles candidatos a prefeitos que tiveram “tratamento vip”.

Força, Pedro, e jamais permita que a ingratidão - faceta de caráter - impeça-o de continuar a fazer o bem. Faça dessas punhaladas a motivação para continuar na sua caminhada, sempre com Deus na frente. O universo, nobre amigo, conspira a favor daqueles que fazem a boa política. Moral da história: sempre haverá lobos em pele de cordeiros.

Jorge Natal é jornalista, filiado e militante ideológico do PSL