A “democracia da faca no pescoço” e o silêncio de Gladson em relação a escolha de sua vice

A “democracia da faca no pescoço” e o silêncio de Gladson em relação a escolha de sua vice

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!

Ei, psiu, meus três leitores. Algum de vocês chegou a ler algum post ou assistiu a um vídeo nas redes sociais do governador Gladson Cameli (PP) oficializando Marcia Bittar (PL) como pré-candidata a vice-governadora na chapa que concorre à reeleição?

Não, né? E olhe que o governador Progressista não segura a língua, dança, rebola e algumas vezes fala mais do que a boca.

Pois é, pois é. A verdade é que ele não escolheu sua vice. "Os partidos aliados” se reuniram, convidaram o governador e comunicaram que Márcia Bittar seria a ungida.

Mais um questionamento: Meus três leitores sabem quantos dos 9 partidos que estavam presentes no evento da “democracia da faca no pescoço” estão sob o comando ou sofrem algum tipo de influência do senador Márcio Bittar, ex-marido da indicada a vice?

Eu digo para vocês. Dos nove partidos que colocaram a faca no pescoço de Cameli, cinco estão a serviço de Bittar.

Não é de hoje que o governador do Progressistas vem sendo vítima da “democracia da faca no pescoço”.

Márcio Bittar usou de vários artifícios para emplacar sua ex num mandato. Em um primeiro momento, o alvo era um mandato no Senado.

Ele levou Gladson na presença de Flávio Bolsonaro. O senador filho do presidente enquadrou o governador acreano e disse que Márcia deveria fazer parte de sua chapa.

Como a missão se tornou quase impossível diante das declarações desastrosas de Márcia que se tornou um tipo de cover de Damares Alves, a ex-ministra que viu Jesus na goiabeira, o senador recuou.

Logo em seguida, Bittar se afastou do mandato e procurou Jair Bolsonaro e informou nas redes que tinha a bênção do “Mito” para fazer o que era melhor para o Acre, num claro recado que ele tem plano A, B e C.

Outra estratégia de Bittar foi levar tucanos para uma reunião em Brasília para costurar via executiva nacional o apoio necessário para empurrar a ex-mulher como vice-governadora na chapa de Cameli.

Cameli entrou mudo e saiu calado da reunião. A informação de que Márcia Bittar seria pré-candidata “oficializada” foi repassada pelo ninho tucano.

Entre os signatários das boas novas estavam União Brasil que tem Márcio Bittar à frente; PL que conta com o comando e Edson Bittar; Republicanos sob a batuta de João Paulo Bittar (filho de Marcio e Marcia); Solidariedade, partido que Bittar colocou Moisés Diniz na presidência; PSDB presidido por Correinha, dirigente fã de Bittar.

É mole ou quer mais?

Não citarei os nanicos que assinaram a nota. Nem precisa. Todos são apoiadores de Marcio Bittar. Cameli caiu numa arapuca. Inté!