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Os municípios de Tarauacá e Feijó foram o palco do primeiro confronto entre os grupos políticos de Gladson/Mailza e Alan/Mara Rocha. E tudo indica que pode ser apenas um aperitivo da guerra que poderá ser a disputa pelo governo do Acre em 2026.
Nos bastidores, lideranças políticas especulam que o grupo de Alan Rick foi para o ataque e montou um bem-organizado protesto com o bloqueio da BR-364, que foi passado como um movimento popular que teve como pano de fundo o atraso da entrega da obra do hospital de Feijó.
Mas a estrutura usada no “protesto popular” chamou a atenção e fortaleceu as especulações, já que parecia mais um dos muitos eventos que vêm acontecendo pelo país, com montagem de tendas, distribuição de refeições e muitos discursos políticos com palavras de efeito.
Não, Alan não foi ao protesto, até porque se fosse estaria assumindo o que parece ser uma estratégia para atingir Gladson Camelí e Mailza Assis nos eventos organizados pela administração estadual para assinatura de ordens de serviços e entrega de obras.
O governador Gladson Camelí ainda não se pronunciou sobre o que aconteceu nos últimos dias em Tarauacá e Feijó, mas ficou evidente o desconforto do gestor com as ações políticas de seus adversários que buscam desgastar sua imagem.
Alan Rick conta com a consultoria de Major Rocha, que estaria nos bastidores sendo apontado como o estrategista das ações para expor problemas na administração estadual. Rocha fez isso na gestão de Tião Viana (PT) e como vice de Gladson.
Já Camelí, demonstrou que não vai aceitar pressões. Um exemplo foi o episódio que envolve o PSDB, cogitado como partido que vai apoiar Alan Rick. Gladson simplesmente disse que os tucanos poderiam arrumar as trouxas e vazar de sua gestão.
O cabo de guerra foi montado. O cenário promete uma disputa recheada de ataques. Na disputa para reeleição, Gladson também passou por uma situação parecida, com todos os candidatos disparando denúncias contra ele, que foi eleito no primeiro turno.
O atual governador em nenhum momento contra-atacou seus adversários. A dúvida fica se ele vai agir da mesma forma pacífica na campanha deste ano, já que tenta colocar sua vice Mailza Assis no comando do Palácio Rio Branco.
Os embates em Tarauacá e Feijó demonstram ainda que as propostas podem dar espaço aos ataques durante a campanha eleitoral. É esperar para conferir as emoções que reserva a relação explosiva entre Gladson Camelí e Alan Rick.
Neste vale-tudo, só não podem prejudicar a população, já que prometem um bloqueio na BR-364 - de caminhões de alimentos e cargas vivas. Essa guerra precisa deixar o cidadão fora dos atingidos pelos bombardeios políticos pelo poder.
Enquanto isso, Bocalom, que nada tem a ver com o confronto, vai se organizando para colocar o pé na estrada e pedir votos. O prefeito de Rio Branco é um candidato que não pode ser subestimado. As brigas do outro lado podem favorecê-lo.
