Decisão para manter Ribamar no cargo partiu de Manaus e teve influência direta do conselheiro Antonio Malheiro

#EXCLUSIVO - Eu voltei! Sei que meus três leitores não aguentavam mais de saudades. O retorno vem com informações quentes sobre o anúncio feito, pela segunda vez, pelo governador Gladson Cameli (Progressistas) da permanência de Ribamar Trindade na Casa Civil. Fato que causou espanto e movimentou o meio político do Acre, Manaus e Brasília. Muitas pessoas questionam o que Ribamar teria de tão forte para mantê-lo no cargo e colocar Gladson de joelhos? A resposta pode ter vindo de longe, bem distante das colunas que sustentam o Palácio Rio Branco. As informações foram repassadas por uma fonte que companhou a crise bem de pertinho.

De acordo com nossa fonte -- bem informada e próxima aos poderoros do governo -- a ordem ou pedido para que Gladson Cameli mantivesse Ribamar Trindade partiu de Manaus, mas as conversas foram articuladas em conjunto com personagens locais e manauaras. O pedido feito ao filho teria partido do empresário Eládio Cameli, com o aval do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antonio Malheiro, que atua como uma espécie de conselheiro-mor do governo, embora essa função não possa ser assumida publicamente porque oficialente Malheiro tem o papel de julgar as contas da administração de Gladson Cameli.

Ainda de acordo com uma fonte próxima à família Cameli, Eládio Cameli teria dito a Gladson (vejam bem: teria dito, segundo a fonte) que “se o Ribamar sair, não conte mais comigo para nada na política”. Sem saída, Gladson Cameli teria procurado o conselheiro do TCE, Antonio Malheiro para que este convencesse Ribamar a permanecer no cargo, mas teria ouvido de Malheiro a frase lacônica: “fale direto com ele, convença”. Entretanto, o pedido de Gladson não foi ouvido por Ribamar. Ele estava enfezado com os ataques dos gulosos aliados do govero e disposto mesmo a desembarcar e voltar a vida tranquila de assessor no TCE.

Nesse sentido, diante da negativa de Ribamar Trindade, Gladson foi forçado a recorrer ao pai e a Malheiro novamente. Os dois fizeram um pedido pessoal para que o chefe da Casa Civil não deixasse o comando da mais alta secretaria de governo. O que amoleceu o coração de Ribamar que prontamente incorporou Dom Pedro e sapecou a frase: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". A decisão agradou a cúpula do governo, mas caiu como uma bomba entre os aliados que esperevam um novo chefe da Casa Civil que atendesse seus mais absurdos pedidos.

Segundo nossa poderosa fonte, Eládio Cameli teme que, com a saída de Ribamar, o governo entre por um caminho sem resultados. Além disso, Ribamar atuou sempre na organização financeira das campanhas de Gladson e atua na Casa Civil como uma espécie de guardião do tesouro, o homem que fiscaliza e controla os gastos da administração Progressista para que não falte o sagrado pagamento dos fornecedores e servidores que no final das contas se torna mais importante que qualquer obra ou projeto desenvolvido pela administração estadual. Seja bem-vindo de volta Ribamar.