Empresários reclamam que “o rei das obras nos governos do PT” ampliou o reinado no governo do PP

Empresários reclamam que “o rei das obras nos governos do PT” ampliou o reinado no governo do PP

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!

Depois de contrair a covid-19 e passar baixo com os efeitos do vírus no organismo e tomar as duas doses da vacina AstraZeneca, cá estou eu de volta com as atualizações do Blog do Ray. De dieta para reduzir a gordura no fígado.

Sabe quando você é quase um ex-gordinho, adora os ingredientes engordaites, mas mesmo sob a tortura de não poder comê-los vai numa feijoada regada a samba do Brunno Damasceno? Foi o que aconteceu comigo no último final de semana.

Entre uma salivada e outra pelo feijão que passava, fiquei observando alguns se esbaldando no torresmo, enchendo a pança da cerveja que não existe lá do Seringal Beer. O que restou foi ouvir as fofocas e lamentações dos participantes.

Em uma das conversas de empresários a ciumeira era grande. Dois empresários da construção civil se queixavam que apoiaram Gladson Cameli, mas que quem “continuava pegando obras adoidado” era “um chegado dos governos do PT”.

A curiosidade para saber de quem os queixosos empreiteiros falavam foi tão grande que esqueci do gosto do toucinho da feijoada. “Porra, o Crio nadou de braçada com o PT. Agora que era nossa vez, ele volta com força”, disse um empreiteiro.

O bate-papo empresarial era em torno da “moral no governo” do empresário Acrinaldo Pontes, o Crio, empreiteiro que comandou grandes obras durante as administrações petistas, como a da verticalização do Pronto Socorro na Capital.

Já “alto” com o efeito da cerveja que não existe (By Seringal Beer), um empresário reclamava que Crio Pontes teria se tornado novamente “o rei das obras públicas”. O segundo disparou: “Ele (Crio) senta é na cadeira do Petrônio”.

O empresário Crio Pontes enfrentou algumas dificuldades pela questão burocrática de pagamentos de obras públicas, mas conseguiu superar os obstáculos e manteve a empresa Addin em funcionamento. O que demonstra sua capacidade administrativa. 

O que demonstra que além de influencia, Crio Pontes tem competência para se manter no mercado.

Próximo a Petecão

As reclamações foram adiante. O nome do senador Sérgio Petecão (PSD) também foi citado. De acordo com os empreiteiros, Crio Pontes teria ligação com o dono do PSD. Uma suposta candidatura de Crio pela legenda foi lembrada.

“Todo dia dizem que o Gladson tá tirando todo mundo do Petecão do Governo, menos o Crio. Ele é da cozinha do senador, mas os cortes não chegaram nele. Já me falaram que ele poderá compor a chapa de deputado federal pelo PSD”, disse um dos empresários.

Falando em Petecão...

O cabeção segue sua agenda de visitas. Vem conversando com lideranças políticas e pessoas ligadas a instituições. Os resultados das últimas pesquisas não desanimaram Petecão. Mesmo perdendo continua no mandato por mais quatro anos. Como diria Dilma Rousseff, Petecão poderá até perder, mas ganhar com a continuidade no Senado.

Um embate difícil

É complicada a missão de Petecão nas eleições do próximo ano. Por mais que seus aliados critiquem e apontem a falta de grandes obras como o ponto fraco da atual administração, Gladson segurou firme nas rédeas da crise do coronavírus e não deixou a peteca cair.

Cameli manteve a "bandeira" de pagar o funcionalismo público em dia que o PT deixou cair no final da administração de Tião Viana. De quebra ainda garantiu algumas vantagens para os servidores que atuaram durante a pandemia.