O Carnaval 2026 em Rio Branco passou, mas deixou uma pergunta ecoando pelas avenidas quase silenciosas da capital: por onde andaram os foliões? Se em outros anos os blocos arrastavam multidões, desta vez a sensação era de festa com volume menos barulhento.
Nem mesmo o sorriso contagiante do prefeito Tião Bocalom, que estava mais animado que trio elétrico em Salvador- cumprimentando o povão, sorrindo para todos os lados e até pulando cordinha para tentar esquentar o clima-, foi suficiente para levantar a multidão. O público até apareceu… mas bem tímido, como quem sai de casa e volta pensando “será que é hoje mesmo?”.
Quem também marcou presença foi o vice-prefeito e secretário de educação Alysson Bestene, acompanhado da esposa, dançando, fazendo caras e bocas para a plateia e distribuindo coraçõezinhos com as mãos.
Há quem diga que Alysson entrou oficialmente no modo sorriso fácil: afinal, se vai assumir a prefeitura em abril, quando Bocalom renunciar para disputar o governo do Estado, nada mais adequado do que abandonar o lado sisudo e adotar o estilo “prefeito gente boa”.
Quem pretende disputar a reeleição em 2028 precisa começar a treinar desde já, e parece que ele entendeu direitinho o recado.
Enquanto isso, os ambulantes sentiram o movimento fraco, os blocos independentes desfilaram em ritmo moderado e até o glitter resolveu participar de maneira discreta. Nas redes sociais, o comentário foi unânime: “Foi Carnaval ou ensaio técnico geral?”
Enfim, será que o povo deixou de curtir o carnaval? Sim, porque estrutura teve. Programação teve. Só faltou o ingrediente número um: o povo. Agora, resta saber se em 2027 a gestão municipal encontra a fórmula para reconquistar o folião- porque, no Carnaval, montar o palco é fácil… difícil mesmo é fazer alguém querer dançar.
Arruma a trouxa e… boa viagem política
O governador Gladson Cameli acordou inspirado e mandou um recado daqueles que servem tanto pra política quanto pra mudança de casa: quem não estiver satisfeito no barco do governo pode “arrumar a trouxa e procurar outro ninho”. A fala veio após rumores de que o PSDB andaria flertando com o prefeito Tião Bocalom em vez de seguir o combinado com a vice Mailza Assis.
Gladson, tranquilo como quem já viu de tudo nessa vida pública, só não disse se a trouxa inclui mochila, mala de rodinha ou aquelas sacolas de mudança que a gente conhece bem. Mas a mensagem ficou clara: no governo, o embarque é livre — e a saída também.
A loira do Deracre agora é amiga da Marinha
A presidente do Deracre, Sula Ximenes, ganhou mais um título para a sua coleção: agora é oficialmente Amiga da Marinha do Brasil. A homenagem, concedida pela Capitania Fluvial de Porto Velho, reconhece o apoio institucional que o Deracre tem dado às ações da instituição no Acre.
Sula recebeu o diploma com sorriso de quem sabe navegar bem, tanto em estradas quanto em rios. E comentou que o reconhecimento reforça o compromisso assumido pelo governador Gladson Cameli com as populações ribeirinhas.
O diploma foi entregue pelo capitão de fragata Alessandro Freitas dos Santos e pelo capitão-tenente Alessandro Amorim de Carvalho, que destacaram os avanços obtidos graças à parceria com o Deracre, desde a regularização de embarcações até a melhoria da navegabilidade que beneficia comunidades ribeirinhas
em toda a região.
Sula, que já dominava as rodovias, agora vai conquistando também as hidrovias. Do asfalto ao rio, a loira do Deracre parece mesmo estar navegando em mar de boas alianças.
Camarote Vip e cheio de " não me toque"
O desfile no Sambódromo da Marquês de Sapucaí teve samba, brilho e… um “rebuliço daqueles” digno de novela política.
Segundo a Folha de S.Paulo, a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) teria protagonizado um episódio curioso ao pedir que a visita de Lurian da Silva — filha do presidente — ao camarote reservado fosse breve, tudo no espaço onde Luiz Inácio Lula da Silva acompanhava a homenagem da Acadêmicos de Niterói.
Testemunhas ilustres, como o vice Geraldo Alckmin e a ministra Margareth Menezes, teriam presenciado o climão - daqueles que nem o melhor passista conseguiria sambar por cima.
De quebra, alguns ministros também enfrentaram certa dificuldade para acessar o presidente, dando a impressão de que o camarote tinha mais restrição que cofre de banco. Apesar dos boatos, ninguém confirmou nada oficialmente e Janja seguiu em silêncio absoluto.
Ano começando, botas no pé e Saneacre na estrada
Dizem que o ano no Brasil só começa depois do Carnaval e, se isso for verdade, o presidente do Saneacre, José Bestene, já começou o seu com o pé direito… e de botas sete léguas pra se proteger da lama e das cobras venenosas...
Como faz religiosamente no início de cada ano desde que o governador Gladson Cameli lhe confiou a missão de comandar a autarquia, Bestene arregaçou as mangas e caiu na estrada para visitar as unidades do interior.
As primeiras paradas foram em Senador Guiomard, Brasiléia e Epitaciolândia, onde ele conferiu de perto a rotina das equipes, as demandas locais e a situação das estruturas que garantem o abastecimento de água tratada nas residências. Nada de ficar trancafiado em gabinetes com ar climatizado: o presidente gosta mesmo é de campo, poeira e conversa com os colaboradores.
E quem acompanha diz que esse ritual anual virou quase tradição, igual promessa de começo de ano, só que cumprida de verdade.