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Café Sem Açúcar | Com Dora Monteiro

Médicos afiam os estetoscópios para eleger um representante na Assembleia Legislativa do Acre

Médicos afiam os estetoscópios para eleger um representante na Assembleia Legislativa do Acre

Os amigos de jaleco já começaram a afiar o estetoscópio político. Há um movimento silencioso, mas muito bem articulado para convencer o médico Glauber Lucena a encarar uma candidatura à Assembleia Legislativa. Lucena, que há mais de 12 anos atende a comunidade da tradicional baixada da Sobral, virou referência não apenas pelo jaleco, mas pela postura que soma humildade, empatia, profissionalismo e aquele compromisso raro de quem trata gente como gente.

Os colegas garantem que o Acre anda precisando justamente disso: “sangue novo na Assembleia”, alguém que carregue para o plenário o mesmo cuidado que leva ao consultório. Se vai aceitar o desafio, ainda é mistério. Mas que a pressão dos jalecos está aumentando… isso está medido, monitorado e com diagnóstico fechado. Vai encarar, Lucena?

“1001 dignidades… versão dois"?

Na abertura do ano legislativo, Bocalom apareceu com a vitrine de obras e a promessa de entregar mais residências. Só não explicou se são as mesmas 1001 dignidades que ficaram na maquete da primeira gestão ou se o projeto ganhou uma edição atualizada, algo em resolução HD. Só se for.

Com o slogan “Rio Branco agora tem cara de Capital”, o prefeito listou ruas asfaltadas, praças repaginadas e até o futuro Terminal Urbano. Se depender do discurso, a capital virou um grande catálogo de urbanismo. Faltou só dizer se o Parque da Cidade das Crianças terá seção de achados e perdidos.

LED por toda parte

Bocalom garantiu que a iluminação em LED já é 100% realidade. Se a luz realmente chegou a todos os cantos, o próximo passo é iluminar as dúvidas do contribuinte, porque esses números brilhantes deixam qualquer um precisando de óculos escuros. Pelo menos o novo Mercado do Veneza, quando sair, já vai nascer fotogênico. Oxxiiii..

Do campo ao gabinete, tudo rende

No agronegócio, o prefeito celebrou R$ 200 milhões movimentados por produtores. Na administração, gabou-se de abrir empresas em 24h. Na educação, falou em “revolução”. No transporte, manteve a tarifa congelada. Se discurso gerasse ISS, IPTU e ICMS, a prefeitura já estava nadando em superávit. Agora é aguardar, vai que cola, né?

Quando o bisturi falha, a confiança sangra

A saúde no Brasil ganhou um alerta nada confortável. Uma matéria exibida no Fantástico do último domingo, 01, mostra que desde 2022, mais de 500 pacientes ficaram com algum tipo de material cirúrgico esquecido dentro do corpo.

O caso mais grave ocorreu no fim de 2025, em Minas Gerais, quando um homem morreu após conviver com uma pinça de 14 centímetros deixada no abdômen. A pergunta que ecoa entre especialistas é direta e perturbadora: se um instrumento desse tamanho pôde ser esquecido, o que dizer de objetos menores?

Um levantamento da USP revela que gazes e compressas são, disparado, os itens mais esquecidos em procedimentos. Por isso, elas são fabricadas com um fio metálico que aparece no raio-x. A tecnologia existe, o protocolo também. O que falta é seguir pelo menos o básico que é checar, rechecar e checar de novo.

Um levantamento da USP aponta que 43% dos cirurgiões afirmaram já ter esquecido algum objeto durante uma cirurgia; 73% já operaram pacientes para retirar corpos estranhos. Um dado que dispensa interpretações e reforça o que diz o Conselho Federal de Medicina: é uma falha que não pode acontecer “sob hipótese alguma”. Em saúde, descuido não é detalhe, é risco de vida.

Bestene em campo

O presidente do Saneacre, José Bestene, segue fazendo o que virou rotina no início de cada ano, desde que assumiu a autarquia em 2023 que é visitar pessoalmente as unidades dos 21 municípios para conferir, de perto, se a água está realmente jorrando nas torneiras dos moradores.

Nada de ficar trancado em gabinete. Bestene prefere conversar com prefeitos, vereadores e até presidente de bairro, que é quem conhece de perto os problemas de cada comunidade, alinhando demandas e cobrando soluções práticas. Na semana passada ele visitou a unidade de Senador Guiomard, Brasileia e Epitaciolândia.

A agenda é intensa, mas o objetivo é direto: garantir que o abastecimento funcione e que o Saneacre continue ouvindo quem vive a realidade lá na ponta.

Empresária foi direto para o Xilindró

A empresária Amanda Vasconcelos, esposa do cantor sertanejo Henrique, foi detida na Flórida porque estava dirigindo com a carteira vencida. Lá, o recado é claro e duro: nos EUA, trânsito é tratado com a seriedade que protege vidas. Aconteceu, prendeu. Já por aqui, nem parece o mesmo planeta: países reforçam regras, exigências, treinamentos…enquanto o Brasil acaba de aposentar a prova de baliza, como se estacionar fosse detalhe.

Ora bolas! Quem não passa na baliza não sabe dirigir, simples assim. Lá fora, a lei funciona. Aqui, às vezes, só funciona a sorte e o sobrenome. Tudo indica que daqui pra frente terá muita gente no volante que não sabe estacionar nem bicicleta. Um verdadeiro descalabro!

Samir volta do recesso afiado que só..

O vereador Samir Bestene voltou à tribuna como quem retorna de férias com energia acumulada, e munição também. Parece que aproveitou o recesso para listar tudo o que precisa de conserto na cidade. Bocalom que lute.

Logo na primeira sessão do ano, ele reacendeu o debate sobre o transporte coletivo, lembrando que a novela dos contratos emergenciais começou lá em 2022 e segue mais sólido do que nunca, enquanto a licitação definitiva nunca sai.

Na opinião do vereador, já passou da hora de explicar para onde foram os R$ 150 milhões destinados ao sistema, incluindo os R$ 67 milhões do Profrota que deveriam virar 51 ônibus novinhos, mas que por enquanto, só Porto Velho desfilou frota nova — Rio Branco segue “na expectativa”.

Adeus aos penduricalhos que geram os super salários

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou hoje que todos os órgãos públicos dos Três Poderes têm 60 dias para revisar e tirar do contracheque aqueles penduricalhos que estavam turbinando os salários além do teto constitucional (hoje fixado no equivalente ao salário de um ministro do Supremo).

Isso significa que benefícios extras, “indenizatórios” ou criados só pra passar dos R$ 46 mil podem entrar na fila do limbo se não tiverem base legal. Depois dos 60 dias, quem não explicar direito vai ter que dizer adeus aos penduricalhos!

Como disse o ministro, sem lei que ampare esses extras, eles perdem o passe livre pro mundo dos super salários. Com essa decisão, já era, “auxílio-peru”, “auxílio-panetone” e companhia limitada!