Durante uma manifestação de mães atípicas em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na manhã desta quinta-feira, 3, Pedro Luís, de 11 anos, diagnosticado com autismo nível 1, fez um desabafo sobre a falta de reconhecimento e políticas públicas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O protesto reuniu famílias que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento especializado, terapias e suporte adequado para seus filhos. Vestidos de preto, os manifestantes denunciaram a precariedade dos serviços oferecidos pelo poder público.
Pedro, que veio de ônibus de Senador Guiomard com sua mãe para participar da manifestação, falou sobre a importância do acesso gratuito a terapias e criticou a forma como o autismo é tratado pela sociedade.
“A gente precisa de terapia, porque não temos dinheiro para pagar particular. Eu vim até aqui para tentar conseguir uma terapia mais rápida pelo governo. O Dia do Autismo é bom, porque a gente ganha mais mérito, mas nunca somos reconhecidos. O problema é tratado como doença, e não é doença. São transtornos que afetam um pouco a nossa cabecinha.”
Eliana Reiner, mãe de Pedro, contou que o filho recebeu o diagnóstico de autismo aos sete anos e que a luta por tratamento adequado tem sido constante. “Somos do município de Senador Guiomard. Meu filho, além do autismo, tem TDAH. Tudo é difícil para nós.”