Urgência. Essa é a palavra que traduz o sentimento de Francisco Cavalcante Souza, que decidiu chamar a atenção das autoridades em Saúde do Acre se acorrentando na mureta de proteção, na entrada principal do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).
Ele é filho do senhor Luiz Maia Souza, de 72 anos que há mais de 10 dias aguarda um procedimento de cateterismo. O idoso encontra-se internado na unidade hospitalar enquanto aguarda a boa vontade do poder público em resolver a questão dos pagamentos com a empresa que realiza os procedimentos cardíacos no Estado.
De acordo com informações do próprio Huerb, o governo do Estado não repassa há sete meses os valores do convênio com o Hemorcardio e o Santa Juliana. Sem receber, os procedimentos foram suspensos, o que tem levado dezenas de famílias ao desespero.
“Esse meu ato é de desespero, porque se eu tivesse dinheiro eu pagaria a cirurgia particular do meu pai”, diz Francisco Cavalcante com olhos marejados de lágrimas e a voz embargada, enquanto aguarda uma solução para o problema.
Em conversa com o diretor-geral do Pronto Socorro de Rio Branco, Welber Lima, ele explica que o problema é antigo gerado na gestão anterior. Ele pontua que o Huerb faz o atendimento que está ao seu alcance, mas a questão da alta complexidade foge às responsabilidades da Unidade.
“Existe um débito do governo passado de sete meses, esse débito não foi pago e com isso o Hemocardio suspendeu o procedimento. Infelizmente essa situação o Huerb não pode resolver, só quem pode resolver é a Sesacre e o Hemocardio”, completa.