A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), confirmou neste sábado, 21, a identificação de um caso suspeito de mpox na Capital. Durante coletiva realizada na sede da pasta, o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, enfatizou que a rede está preparada e que a situação não deve gerar alarde. “Não é motivo para gerar nenhum tipo de pânico para a nossa população”, assegurou.
Segundo o gestor, trata-se de uma paciente de 40 anos que procurou a rede municipal com sintomas característicos da infecção. “Durante essa semana, conseguimos identificar um caso suspeito. A paciente acessou a nossa rede com sintomas compatíveis. De pronto, a equipe acolheu, realizou a coleta dos exames e adotou todas as providências para fechar o diagnóstico”, explicou.
A expectativa da Secretaria é de que o resultado laboratorial seja divulgado até terça ou quarta-feira. Enquanto isso, a paciente segue em isolamento, conforme os protocolos estabelecidos. “A nossa equipe de vigilância está acompanhando essa paciente, que está cumprindo todos os protocolos de isolamento para evitar qualquer tipo de contaminação com pessoas do seu convívio”, destacou o secretário.
Biths lembrou que a mpox não é uma doença nova na rotina da saúde pública local. “Já tivemos caso confirmado em 2022, investigamos suspeitas em 2023 sem confirmação e, em 2024, houve um caso confirmado. Toda a rede municipal está ciente dos protocolos e preparada para dar resposta a mais essa situação”, pontuou.
Sobre o cenário regional, o secretário foi questionado a respeito de casos confirmados em Porto Velho, mas afirmou que, até o momento, não há vínculo epidemiológico identificado. “Nossa equipe está investigando, mas até agora não foi possível identificar nenhum elo de transmissão. É importante reforçar que ainda se trata de um caso suspeito, e a confirmação depende do exame”, esclareceu.
De acordo com o secretário, os principais sintomas incluem febre, dores musculares, mal-estar, exaustão e, de forma mais característica, lesões na pele, que podem surgir em várias partes do corpo, especialmente na região genital.
“A orientação é que qualquer pessoa que apresente esses sintomas procure imediatamente uma unidade básica de saúde. Nossa equipe está pronta para acolher e dar os encaminhamentos necessários”, afirmou.
O tratamento, segundo ele, é voltado ao alívio dos sintomas e ao manejo das lesões cutâneas. “Cumprindo o protocolo adequadamente e mantendo o isolamento, não é uma situação que represente risco grave para o paciente ou para as pessoas do convívio direto”, ressaltou.
Rennan explicou ainda que a transmissão ocorre por contato direto com secreções ou com as lesões na pele. “Não há risco de transmissão pelo ar. O isolamento é suficiente para evitar a disseminação, já que o contágio se dá por contato direto”, disse.
