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Rio Branco entra em nível de alerta para SRAG com avanço da influenza A e outros vírus respiratórios

Rio Branco entra em nível de alerta para SRAG com avanço da influenza A e outros vírus respiratórios

A Capital acreana está entre as cidades brasileiras que apresentam nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em meio ao crescimento de casos associados à influenza A e a outros vírus respiratórios. Os dados constam no mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta tendência de aumento no Acre e no Amazonas.

O levantamento indica que, nesses dois Estados da Região Norte, a maior parte das ocorrências recentes de SRAG está relacionada à circulação da influenza A, com impacto mais significativo entre jovens, adultos e idosos. Ao mesmo tempo, também foi identificado avanço de infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), especialmente entre crianças de pouca idade, grupo que concentra grande parte das internações por esse agente.

O monitoramento nacional mostra que o comportamento da SRAG varia entre os Estados. Em Roraima, por exemplo, o crescimento das hospitalizações está mais concentrado na população idosa, mas ainda não há confirmação laboratorial suficiente para determinar qual vírus predomina nos casos recentes.

Outras unidades da federação também apresentam sinais de elevação, embora em patamar ainda considerado moderado. Há registro de aumento de internações por VSR na Paraíba, por influenza A no Pará e por Covid-19 no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Segundo a Fiocruz, nesses locais o volume de casos ainda não provoca impacto expressivo nos indicadores gerais da síndrome.

No panorama nacional, o boletim aponta redução no total de casos de SRAG nas últimas semanas, acompanhando a menor circulação de vírus respiratórios em grande parte do país. Mesmo assim, a incidência continua proporcionalmente mais alta entre crianças pequenas, enquanto as mortes permanecem mais frequentes entre idosos.

Entre as Capitais com classificação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo, estão Rio Branco, Manaus, Boa Vista e João Pessoa.

Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, a presença de vírus entre os casos positivos de SRAG ficou distribuída principalmente entre rinovírus (32,6%), Sars-CoV-2 (20,4%) e influenza A (20,1%), além de VSR (10,7%) e influenza B (2,3%). Entre os óbitos, a Covid-19 responde pela maior fatia, seguida de influenza A e rinovírus.

O InfoGripe utilizou registros do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, com dados atualizados até 24 de janeiro, referentes à Semana Epidemiológica 3.

Fonte: Brasil 61 / Fiocruz