Neste domingo, 8 de março, o mundo volta os olhos para o Dia Internacional da Mulher, uma data que ultrapassa homenagens simbólicas e se transforma em um convite à reflexão sobre conquistas, desafios e o futuro que ainda precisa ser construído.
No Acre, essa data tem um significado ainda mais profundo. Aqui, onde a floresta encontra a cidade e onde a história foi escrita com suor, luta e coragem, as mulheres carregam nas mãos a força silenciosa que sustenta famílias, comunidades e sonhos.

São mulheres que despertam antes do sol nas comunidades ribeirinhas, que enfrentam a rotina pesada da zona rural, que lideram movimentos sociais, que educam, cuidam, empreendem e transformam. Nas periferias, nas escolas, nos hospitais, nos mercados e nas instituições públicas, as acreanas tecem diariamente uma rede invisível de resistência e cuidado.
A história do Acre também é uma história de mulheres. Muitas vezes anônimas, mas decisivas. Mulheres que seguraram a família em tempos difíceis, que educaram gerações inteiras e que abriram caminhos para que outras pudessem avançar.

Celebrar o 8 de março é reconhecer essa presença firme — feita de trabalho, ternura, coragem e luta. Mas a data também carrega um peso inevitável: o da memória e da urgência.
Apesar de toda a força que representam, muitas mulheres ainda vivem sob a sombra da violência. O Acre aparece entre os Estados com maiores índices de feminicídio do país. Em 2025, por exemplo, 14 mulheres foram vítimas desse crime.

Por trás de cada estatística há uma história interrompida. Uma filha, uma mãe, uma trabalhadora, uma amiga. Uma vida que carregava planos, afetos e sonhos.
Por isso, o Dia Internacional da Mulher não é apenas uma celebração. É também um chamado coletivo para enfrentar o machismo, fortalecer políticas públicas, ampliar redes de proteção e garantir que nenhuma mulher precise viver com medo.

As mulheres acreanas continuam de pé. Continuam lutando, criando, educando e reconstruindo o mundo todos os dias. Neste 8 de março, a homenagem é para todas elas: as que vieram antes, as que seguem abrindo caminhos e as que ainda virão. Porque, apesar de todas as dificuldades, uma verdade permanece evidente em cada canto do Acre: a força da Amazônia também tem nome de mulher.


