..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

Outras notícias

Acre registra avanço nos casos graves de doenças respiratórias, alerta da Fiocruz

Acre registra avanço nos casos graves de doenças respiratórias, alerta da Fiocruz

O Acre está entre os Estados que apresentam aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado principalmente pela circulação do vírus influenza A. O crescimento preocupa as autoridades de saúde porque tem provocado mais internações hospitalares em todas as faixas etárias, atingindo desde crianças pequenas até jovens, adultos e idosos. O cenário também se repete no Amazonas e foi apontado na edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgado na sexta-feira, 23, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Diante da elevação dos casos no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a necessidade de a população intensificar as medidas de prevenção. Entre as recomendações estão o uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados com grande circulação de pessoas, além de cuidados básicos de higiene.

Segundo a especialista, a atenção deve ser redobrada principalmente entre os grupos prioritários, como crianças, idosos, povos indígenas e pessoas com comorbidades. “É fundamental que essas pessoas procurem a vacinação o quanto antes, já que a campanha de imunização contra a gripe já teve início na Região Norte”, destacou Portella.

Situação no país

Enquanto o Acre e o Amazonas enfrentam crescimento das internações por SRAG, o cenário nacional é de estabilidade ou leve queda nos casos, reflexo da menor circulação da maioria dos vírus respiratórios. Ainda assim, o boletim aponta que a incidência da SRAG segue mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada na população idosa.

Nos casos associados ao Sars-CoV-2 (Covid-19) e à influenza A, crianças e idosos continuam sendo os mais afetados em número de registros, com maior impacto de óbitos entre os mais velhos. Estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe já apresentam sinais de interrupção do crescimento ou início de queda das hospitalizações por influenza A.

Na Paraíba, observa-se um leve aumento das internações por vírus sincicial respiratório (VSR), ainda sem impacto significativo nos casos graves entre crianças pequenas. Entre as capitais brasileiras, apenas Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA) apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Circulação dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os vírus mais identificados entre os casos positivos de SRAG foram:

20,5% influenza A;

2,6% influenza B;

8,5% vírus sincicial respiratório (VSR);

33,2% rinovírus;

19,3% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Entre os óbitos, a presença dos agentes foi:

29,4% influenza A;

3,2% influenza B;

4,8% VSR;

19% rinovírus;

32,5% Sars-CoV-2 (Covid-19).

O levantamento do InfoGripe é elaborado com base nos dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 17 de janeiro, e corresponde à Semana Epidemiológica 2.