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Alerta trinacional aponta risco de seca severa, calor extremo e queimadas na Amazônia Sul-Ocidental em 2026

Alerta trinacional aponta risco de seca severa, calor extremo e queimadas na Amazônia Sul-Ocidental em 2026

Um alerta compartilhado pelo jornalista Altino Machado revela a possibilidade de um cenário climático crítico para a Amazônia Sul-Ocidental em 2026. O material foi encaminhado pelo professor e pesquisador Irving Foster Brown, que advertiu sobre a combinação de fatores como seca severa, ondas de calor, incêndios florestais e níveis extremos de fumaça na região.

O documento, elaborado por pesquisadores, profissionais de saúde e especialistas em clima, destaca que a área conhecida como região MAP — que abrange Madre de Dios, no Peru, o Acre, no Brasil, e Pando, na Bolívia — pode enfrentar uma situação particularmente perigosa nos próximos meses.

Segundo o alerta, um comunicado da NOAA, divulgado em 13 de abril de 2026, aponta mais de 60% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre maio e julho, com tendência de intensificação ao longo de 2026 e início de 2027. Ainda que exista incerteza quanto à magnitude do evento, especialistas afirmam que apenas a possibilidade de um episódio forte já exige medidas imediatas de preparação.

O documento ressalta que os efeitos do El Niño vêm sendo agravados pelas mudanças climáticas, o que pode intensificar impactos históricos na Amazônia, como estiagens prolongadas, aumento das temperaturas e avanço das queimadas.

Diante do cenário, o alerta apresenta dez linhas estratégicas de ação, incluindo o fortalecimento dos sistemas de saúde, criação de planos de contingência para abastecimento de água, redução do uso do fogo em atividades produtivas e ampliação do controle de queimadas. Também são recomendadas medidas de proteção contra ondas de calor, estratégias específicas para povos indígenas, além de investimentos em educação climática, monitoramento ambiental e gestão integrada da paisagem.

Os autores ainda defendem ações voltadas à mineração de pequena escala e à recuperação de áreas degradadas, destacando que a resposta ao problema deve integrar iniciativas emergenciais com políticas estruturais de médio e longo prazo.

O documento enfatiza a necessidade de cooperação entre Brasil, Peru e Bolívia e segue diretrizes do Marco de Sendai para Redução de Risco de Desastres, reforçando que desafios interligados exigem soluções conjuntas. “Preparar-se para cenários plausíveis de pior caso não é alarmismo — é responsabilidade pública”, conclui o alerta.