Uma estudante identificada como Sarianne Lima da Silva registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido vítima de agressão física durante uma confusão envolvendo a posse de uma cachorrinha que, segundo ela, foi resgatada e cuidada por mais de um ano, em Rio Branco.
De acordo com o registro feito na Delegacia Central de Flagrantes, a jovem encontrou o animal abandonado há cerca de um ano e três meses, nas proximidades da escola Manoel Machado, na região do Ramal da Judia.

Sem qualquer identificação, a cachorrinha foi levada para a casa da estudante, que passou a cuidar do animal, arcando com despesas que, segundo ela, ultrapassam R$ 1.500, incluindo atendimento veterinário.
O caso ganhou novos contornos nesta semana, quando Sarianne foi visitar o pai e levou o animal consigo. Ao descer de um carro por aplicativo, ela afirma ter sido abordada por uma mulher que alegou ser a verdadeira dona da cachorrinha.
Segundo o relato, a situação rapidamente evoluiu para agressões verbais e físicas. “Tomaram a cachorrinha dos nossos braços sem apresentar nenhuma prova de que realmente era deles. Fomos tratados como bandidos, com socos e agressões a todo momento”, afirmou a estudante.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, houve agressões com puxões de cabelo. A jovem também relatou que o marido da suposta tutora do animal teria desferido socos em sua boca e em sua cabeça durante a confusão.
Uma criança de 9 anos, que estava no local, teria presenciado a cena e ficado abalada emocionalmente. Já o companheiro da estudante, que é cardiopata e passou recentemente por cirurgia, não conseguiu intervir para conter a briga.

Em outro trecho do relato, Sarianne afirma que a cachorrinha foi levada à força, sem qualquer comprovação de posse. “Se houvesse identificação quando a encontrei, ou algum aviso de procura, eu teria devolvido. Mas, depois de todo esse tempo, fui agredida em via pública e chamada de ladra”, declarou.
A estudante informou ainda que pretende buscar seus direitos na Justiça e disse estar preocupada com o bem-estar do animal. “Eu vou até o fim, porque quero garantir que ela esteja bem. Sei da condição de saúde dela e temo que sofra”, completou.
