O Acre perdeu neste domingo (28) um de seus principais nomes do setor agropecuário. Morreu em Rio Branco, aos 72 anos, o pecuarista Edilberto Afonso de Moraes, conhecido como Betão. Internado no Hospital Santa Juliana, ele tratava complicações causadas pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa de evolução progressiva.
Com uma trajetória construída a partir do trabalho no campo, Betão iniciou a vida profissional em atividades como peão, caminhoneiro e comerciante de gado. Ao longo das décadas, consolidou-se como uma liderança na pecuária acreana, sendo reconhecido pela capacidade empreendedora e pela contribuição direta ao desenvolvimento econômico do estado.
Entre os empreendimentos que marcaram sua atuação estão a Fazenda Piracema e a participação decisiva na implantação do Frisacre, considerado o primeiro grande frigorífico do Acre. As iniciativas fortaleceram a cadeia produtiva da carne, ampliaram o mercado local e geraram oportunidades de trabalho para centenas de famílias.
Além do legado empresarial, Betão também se destacou pelo trabalho social. De maneira reservada, manteve a Casa de Apoio “Amigos do Betão”, voltada ao acolhimento de dependentes químicos e pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo assistência, abrigo e possibilidades de recomeço.
Até a publicação desta matéria, a família ainda não havia divulgado informações sobre velório e sepultamento.
