..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

Outras notícias

Servidora pública mulher trans pleiteia aposentadoria com regras de mulheres no Acreprevidência

Servidora pública mulher trans pleiteia aposentadoria com regras de mulheres no Acreprevidência

Uma servidora pública mulher trans solicitou aposentadoria junto ao Instituto de Previdência do Estado do Acre (Acreprevidência), com o pedido de que as regras aplicáveis às mulheres cis sejam estendidas a ela. No contexto da Educação, a diferenciação entre o tempo de serviço exigido para aposentadoria de homens e mulheres é clara: enquanto os homens devem comprovar 30 anos de serviço, as mulheres podem se aposentar após 25 anos de atividade.

A situação ganhou apoio da Associação LGBTQIA+ do Acre, que defende que servidores trans que ingressaram no serviço público como homens e agora buscam se aposentar com as mesmas condições das mulheres. O Acre conta com cerca de 15.179 servidores inativos, sendo que 7.179 são da área da Educação.

Antonela Machado Albuquerque, presidente da Associação das Travestis e Transexuais do Acre (ATTRAC), ressaltou que no Estado existem cerca de quatro servidores que realizaram a cirurgia de redesignação sexual em outras regiões. Ela explicou que, a partir do momento em que a Justiça reconhece a mudança de nome nos documentos, a pessoa tem o direito de reivindicar o mesmo tratamento concedido às mulheres, inclusive no âmbito da aposentadoria.

A questão da redesignação sexual também está sendo acompanhada por iniciativas do Ministério da Saúde (MS), que tem realizado mutirões de cirurgias de readequação sexual, incluindo procedimentos como a adaptação da genitália ao gênero com o qual a pessoa se identifica, mastectomia, plástica mamária reconstrutiva, troca de timbre de voz, histerectomia e colpectomia. Essas cirurgias, além dos tratamentos hormonais, visam garantir a adequação dos órgãos genitais ao gênero com o qual o indivíduo se identifica.