“Todo dia quando boto a cabeça no travesseiro não ter aquela pessoa que tu ama, dói”, diz ex-noivo de Josilayne

“Todo dia quando boto a cabeça no travesseiro não ter aquela pessoa que tu ama, dói”, diz ex-noivo de Josilayne

No podcast Conversa Franca desta terça-feira, 24, o jornalista Willamis Franca bateu um papo com Heverton Neri, noivo da jovem Josilayne, de 24 anos, que foi a óbito após um acidente de trânsito ocorrido dia 29 de setembro de 2021.

O acidente aconteceu na Estrada da Floresta, em Rio Branco, quando Josilayne ia encontrar o noivo, Heverton Neri, mas acabou atropelada e morta após a condutora do carro, que dirigia sem habilitação, perder o controle do veículo.

A vítima tinha marcado de encontrar Neri quando ele saísse do trabalho para irem juntos à casa de uma amiga. A condutora do automóvel, Gabrielly Mourão não tinha carteira de habilitação e foi autuada pelo crime de homicídio culposo – quando não há intenção de matar.

“Todo dia quando boto a cabeça no travesseiro e não tem aquela pessoa que tu ama dói demais. Eu dei um tempo de tudo na vida até se amenizar. Quando a moça, a Gabriela, postou agora ultimamente o aniversário dela que comemorou, sendo que eu já tive que passar pelo meu aniversário, que foi em outubro. Tive que ficar com a mãe dela, vivia tanto na família dela que já tinha a família dela como minha também, que é minha casa hoje, porque ela tinha o maior cuidado com a avó dela, que criou ela, e que sofreu AVC. E ter que lidar com tudo isso dói”, diz.

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A advogada da família, Ellen Carine, que também participou do podcast, disse que pretende lutar por justiça, pois segundo ela, uma vida e sonhos foram interrompidos.

“Sonhos de uma família que estava se formando, como ele disse aqui no início, que foi construído há dez anos e que estava no pleno gozo da formação e de satisfação dos seus sonhos, ela conseguiu. Primeiro ele ia formar filhos, casa, então um projeto familiar que foi destruído, além do projeto familiar deles, o seio ao redor, vó e a mãe, na verdade avó dela que criou e tem esse amor de mãe. Ela nunca espera ter que enterrar o filho”, disse a advogada.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público em janeiro deste ano após ter acesso ao laudo do exame pericial feito no local do acidente. O órgão já havia pedido por duas vezes que o documento fosse juntado ao processo para poder entender as circunstâncias do fato e denunciar a condutora.

No documento, o MP-AC pede que seja dado um prazo de 10 dias para ela apresentar defesa e também admitiu a possibilidade que seja celebrado um acordo de não persecução penal. O acordo, se aceito, pode substituir o processo criminal por uma reparação de danos e retira a punição penal.
A audiência está marcada para quinta-feira, 26. A família pretende negar o acordo com Gabrielly.

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