Trabalhadores da iniciativa privada que estão com o "nome sujo" agora podem solicitar um novo modelo de empréstimo consignado, chamado Crédito do Trabalhador. A modalidade, no entanto, exige atenção, já que a contratação sem planejamento pode agravar ainda mais a situação financeira do tomador, segundo especialistas.
Diferente de outros consignados, o Crédito do Trabalhador não possui uma alíquota fixa de juros. Os bancos analisam fatores como salário, tempo de empresa e situação financeira do empregador para definir as condições do empréstimo. Além disso, a inadimplência ou um score baixo podem resultar em taxas de juros mais elevadas, tornando o crédito mais caro.
Outro ponto de alerta é para aqueles que buscam o consignado para quitar apenas parte das dívidas. Economistas explicam que, nesses casos, os juros da dívida original continuam acumulando, ao mesmo tempo em que o salário do trabalhador sofre um desconto mensal devido ao novo empréstimo.
Desde que entrou em vigor, no final do mês passado, o novo consignado já movimentou R$ 340,3 milhões em empréstimos para trabalhadores assalariados. De acordo com a Dataprev, já foram firmados 48.170 contratos, com um valor médio de R$ 7.065,14 por trabalhador. As parcelas, em média, giram em torno de R$ 333,88, com prazo médio de 21 meses para pagamento.