O promotor de Justiça Rodrigo Curti, da Promotoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Acre (MPAC), abriu investigação nesta segunda-feira (31) para apurar as circunstâncias que levaram à morte o preso Adriano Ferreira da Silva, suspeito de estuprar uma adolescente de 13 anos, autista, no Parque de Exposição Wildy Viana.
Além das imagens de segurança, Rodrigo Curti requisitou ao presidente do Iapen, delegado Marcos Frank Costa, os nomes de todos os policiais penais que atuaram naquele dia no pavilhão em que estava Adriano. Ele quer também saber qual o protocolo adotado quando da chegada do suspeito ao complexo prisional, considerando de fato a natureza do crime. Ou seja, se Adriano realmente estava detido em cela com outros presos acusados de cometerem o mesmo delito.
Marcos Frank tem três dias para responder o promotor Rodrigo Curti. O representante do MPAC ainda determinou a realização de diligências, requerimento de perícias, oitivas de testemunhas e demais procedimentos cabíveis para o esclarecimento da morte de Adriano Ferreira.
Entenda o caso
De acordo com a nota encaminhada à imprensa na última sexta-feira (28), Marcos Frank afirmou que o detento cumpria pena com outros presos suspeitos de cometerem o mesmo crime. Ele teria sido espancado na noite de quinta-feira, dia 27, quando foi socorrido por policiais penais e encaminhado ao Pronto-Socorro, mas morreu na madrugada do dia 28.