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POLÍCIA

Depois de uma fuga que durou 15 anos, polícia prende homem acusado por estupro de vulnerável contra a própria filha

Depois de uma fuga que durou 15 anos, polícia prende homem acusado por estupro de vulnerável contra a própria filha

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Bujari, efetuou na manhã desta quarta-feira, 20, a prisão de um homem que estava foragido da Justiça. Ele é acusado de cometer o crime de estupro de vulnerável contra a sua própria filha, uma criança que tinha entre 10 e 12 anos na época dos fatos. Os crimes ocorreram entre os anos de 2011 e 2012.

O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Rio Branco em novembro de 2022, após sucessivas tentativas frustradas de localizar o suspeito.

Durante anos, as autoridades policiais realizaram diversas diligências para tentar capturar o acusado. Diante do sumiço, o homem chegou a ser citado por edital, mas nunca compareceu ao processo e tampouco constituiu um advogado para representá-lo.

Ao decretar a prisão preventiva em 2022, a juíza responsável pelo caso fundamentou a decisão na fuga deliberada do acusado. A magistrada destacou que a conduta configurava um claro embaraço à aplicação da lei penal, e que a prisão se fazia necessária para proteger a integridade do processo e preservar as provas do crime.

A captura foi realizada pela equipe da Polícia Civil de Bujari, após um minucioso trabalho de inteligência que mapeou a região e conseguiu identificar o paradeiro exato do suspeito. Após receber a voz de prisão, ele foi conduzido à delegacia local e agora permanece à disposição do Poder Judiciário.

O delegado Bruno Coelho Oliveira, responsável pela condução das investigações e pelas diligências que culminaram na prisão, ressaltou o impacto da operação tanto para o sistema de Justiça quanto para a sociedade.

“Nenhum agressor pode achar que a distância ou o tempo vão apagar o que fez. Esse homem fugiu, se escondeu, tentou desaparecer, mas a memória do crime ficou registrada nos autos. A nossa equipe trabalhou de forma silenciosa, juntando cada informação, cada pista, até que o cerco se fechou”, declarou a autoridade policial.

O delegado ainda enfatizou o sentimento de dever cumprido da equipe após anos de busca. “Esta manhã foi o resultado disso. É uma satisfação profissional, mas sobretudo é uma satisfação humana saber que demos uma resposta concreta a uma criança que um dia sofreu uma das violências mais brutais que existem”, concluiu Oliveira.