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POLÍCIA

“Eles querem apenas tumultuar o processo", diz advogado sobre defesa de PMs acusados de assassinato de enfermeira

“Eles querem apenas tumultuar o processo", diz advogado sobre defesa de PMs acusados de assassinato de enfermeira

O advogado Walisson dos Reis Pereira criticou os novos pedidos feitos pelos advogados de defesa dos policiais militares C. M. V. B. e G. C. de S., acusados pelo assassinato da enfermeira Géssica Melo de Oliveira, de 32 anos, ocorrido em dezembro de 2023. A vítima foi morta durante uma abordagem policial na BR-317, entre os municípios de Capixaba e Senador Guiomard, no Acre.

Os defensores dos PMs pediram a reconstituição do crime e a apreensão das armas dos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos na ocorrência, além de requererem o prontuário médico e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Géssica, assim como sua ficha criminal. No entanto, esses pedidos foram negados pelo juiz Romário Divino Farias, da comarca de Senador Guiomard, que acatou a argumentação da defesa de Géssica, de que tais solicitações feriam a dignidade da vítima.

Segundo Walisson dos Reis Pereira, o comportamento da defesa dos acusados visa apenas atrasar e tumultuar o processo. "Eles sabem que está chegando a hora da verdade", afirmou o advogado, referindo-se ao julgamento dos policiais militares, que será realizado pelo Tribunal do Júri Popular. O julgamento está previsto para ocorrer após a audiência de instrução e julgamento, marcada para abril, onde será decidido se os réus serão ou não pronunciados ao Júri Popular. "Dificilmente eles escaparão disso, por isso tentam tumultuar o processo", completou Pereira.

Além disso, o advogado ressaltou que, ao fazer esses pedidos, a defesa tenta criminalizar a vítima. "Eles querem apontar Géssica como uma causadora da ocorrência que levou à sua própria morte", disse Walisson, enfatizando que a enfermeira nunca foi ré de ação penal e sempre foi uma vítima. "A enfermeira nunca teve nenhuma ação penal contra ela. Agora, tentam retratá-la como responsável pelo crime que a vitimou", criticou o advogado.

Walisson também esclareceu que os policiais rodoviários federais que participaram da ocorrência não efetuaram nenhum disparo, conforme comprovado durante a apuração dos fatos. Por isso, o juiz negou os pedidos que visavam responsabilizar os agentes da PRF.

O julgamento dos acusados no Tribunal do Júri Popular, segundo o advogado, deve ocorrer no segundo semestre deste ano, após a audiência de instrução. “Creio que, no máximo, no segundo semestre, os acusados estarão sendo julgados”, concluiu Walisson.