As mortes causadas, decorrentes de intervenções policiais no Acre, foram analisadas pelos pesquisadores que elaboraram o Atlas da Violência, divulgado hoje (26/5). Um total de 35 pessoas foram vítimas dessas intervenções, envolvendo policiais em serviço ou fora dele. A maioria das mortes ocorreu em 2023. Foram 15 vítimas fatais, contra 10 ocorridas em 2024.
O Atlas da Violência foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e apresenta dados do período de 2014 a 2024.
O estudo também revela a necessidade para o cuidado com a saúde mental dos operadores de Segurança Pública. O Acre registrou, em 2023, duas mortes de policiais militares, vítimas de suicídio. De acordo com o Atlas, se por um lado se tem diminuído as mortes por confronto, por outro os casos de suicídio têm sido recorrentes.
“Isso significa que, se por um lado o total de mortes de policiais vem diminuindo ao longo dos últimos anos, possivelmente indicando uma menor exposição à violência letal no exercício de suas funções, por outro, essas mortes são cada vez mais resultantes de suicídio, o que nos leva a questionar de que forma as condições de trabalho desses profissionais têm impactado seu bem-estar e saúde mental”, questionam os pesquisadores.
A pesquisa também mostra que de 2014 a 2024 nenhum policial acreano morreu em confronto em serviço ou fora dele.
