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POLÍCIA

Em expansão no país, Comando Vermelho tem presença consolidada no Acre e em mais seis estados, diz relatório

Em expansão no país, Comando Vermelho tem presença consolidada no Acre e em mais seis estados, diz relatório

Um relatório encaminhado pela Polícia Federal ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, este mês, sobre o Comando Vermelho (CV), mostra que a facção carioca está consolidada em sete estados da federação, incluindo o Acre. Amapá, Bahia, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins completam a lista. O documento mostra como o CV se tornou uma organização criminosa internacional.

Já nos estados do Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima e Santa Catarina, o CV atua em parceria com outras facções locais. Ou seja, com aliados.

O Comando Vermelho segue em expansão em Alagoas, Ceará, Goiás, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

Mas, o Comando Vermelho não comanda tudo. Em São Paulo, por exemplo, quem predomina é o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal a facção carioca não está presente.

“Em 2023, investigações indicaram que grupos dissidentes da organização criminosa colombiana estavam colaborando com facções criminosas brasileiras, incluindo o CV, com o objetivo de controlar rotas de tráfico na Amazônia. A atuação conjunta visa facilitar o transporte de drogas para o território nacional, abastecendo o mercado interno e viabilizando a exportação para outros países”, ressalta a PF.

Mais adiante detalha: “Membros da organização criminosa Comando Vermelho (CV) têm, hoje, atuação nos países Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia, que são utilizados tanto como refúgio para indivíduos foragidos da Justiça brasileira, quanto como pontos estratégicos para negociações ilícitas”.

Em outro trecho a Polícia Federal acrescenta: “além do tráfico de drogas, o CV também está envolvido em crimes ambientais, como o financiamento da exploração ilegal de ouro, investimentos no agronegócio para lavagem de dinheiro, grilagem de terras e contrabando de madeira e minérios. A interdependência entre o narcotráfico e os crimes ambientais na Amazônia dificulta a delimitação precisa da atuação do crime organizado na região, exigindo ações integradas de inteligência e fiscalização para conter o avanço dessas atividades ilícitas”.