Imagens mostram momento em que médico sem CRM é flagrado colocando silicone em mulher

Imagens mostram momento em que médico sem CRM é flagrado colocando silicone em mulher

Imagens divulgadas pela Polícia Civil nesta sexta-feira, dia 14, mostram detalhes do espaço em que o médico Mizael Ribeiro Saboia, que não tem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) para atuar no Brasil, realizava uma cirurgia para colocação de próteses de silicone nas mamas de uma mulher.

O procedimento estava ocorrendo em uma sala comum, sem o mínimo de segurança para a paciente. O médico, formado fora do Brasil, foi preso por exercício ilegal da profissão na última quinta-feira, dia 13, na Clínica Lúcio Brasil, que fica no bairro Habitasa, em Rio Branco.

Nas imagens é possível ver que o espaço onde ocorria a cirurgia era pequeno, com poucos equipamentos. Não havia leito de UTI no local, disponível para internação da mulher em caso de necessidade. Além disso, o médico aparece sozinho nas imagens, momento em que diz à polícia que não tem registro profissional no país.

Segundo a Polícia Civil. Mizael foi autorizado a terminar o procedimento, o que, segundo a polícia, só aconteceu porque a cirurgia estava em estado avançado. Isso ocorreu para “resguardar a integridade física da cidadã”, pontuou o delegado José Adonias, que coordenou o flagrante.

Diante da situação, foi solicitada a presença de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que atendeu a paciente e a encaminhou para um hospital da capital acreana. o espaço onde ocorria a cirurgia tinha na porta de entrada uma placa com a informação de que ali seria o “Centro Cirúrgico”.

REINCIDENTE - Mizael Ribeiro Saboia já respondeu processo na 2ª Vara Criminal de Rio Branco após denúncia de exercício ilegal da medicina no ano de 2016, formalizada pelo CRM. Desde aquela época, ele já se apresentava como cirurgião plástico e teria provocado lesões corporais de natureza gravíssima em pacientes.

No entanto, o acusado foi beneficiado pela suspensão condicional do processo em maio de 2019, estando ainda em cumprimento das medidas alternativas estabelecidas pelo Judiciário Acreano. Em abril de 2020, após nova denuncia, inclusive com laudo comprovando lesões provocadas por procedimentos cirúrgico inadequado praticado pelo médico, o CRM denunciou o caso à Polícia Civil.

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