Um acordo entre os dois maiores líderes das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) foi firmado esta semana. Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção paulistana, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que comanda o CV, resolveram dar uma trégua.
A decisão pode impactar diretamente as relações no Acre, rota do tráfico internacional da cocaína produzida no Peru e Colômbia. A informação é do portal Metrópoles e UOL.
"Na verdade, desde a remoção [para o sistema penitenciário federal] do Marcola e demais lideranças do PCC [em 2019] já havia esse pensamento de uma trégua para poderem juntos tentar derrubar os rigores do sistema penitenciário federal. Agora se concretizou", afirmou o promotor de Justiça de São Paulo Lincoln Gakiya ao UOL.
São dois os objetivos principais dos maiores narcotraficantes do país: o primeiro é o de afrouxar as regras do sistema penitenciário federal, onde Marcola e Marcinho VP estão detidos há anos.
Um dos receios revelados pelas autoridades ouvidas pela reportagem é o de que as facções se unam para executar planos de fuga de seus líderes.
O outro é o de atuar conjuntamente nas duas grandes rotas de tráfico de cocaína do Brasil: a rota caipira, dominada majoritariamente pelo PCC, que começa pela Bolívia e passa por municípios paulistas até chegar ao porto de Santos, e de lá levar a droga para países da Europa e África; e a rota do Solimões, na Floresta Amazônica, dominada pelo CV.
Ao Notícias da Hora, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Acre disse que não tem conhecimento da informação, mas que trabalha para garantir a segurança dos acreanos.
“A Secretaria de Segurança Pública do Acre (Sejusp) não possui conhecimento desses fatos e está comprometida em garantir a ordem e a tranquilidade para todos os cidadãos acreanos”, disse, por meio da assessoria.