O sistema prisional do Acre está a ponto de explodir, de entrar em colapso por conta da intransigência da equipe de governo, diz representante de policiais penais

O sistema prisional do Acre está a ponto de explodir, de entrar em colapso por conta da intransigência da equipe de governo, diz representante de policiais penais

O imbróglio entre policiais penais e o governo do Estado tem refletido diretamente dentro dos presídios acreanos e que pode colapsar o sistema prisional a qualquer momento, foi o que revelou membros das duas entidades que representam a categoria em todo o Acre, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindapen-AC) e a Associação do Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen-AC).

Por falta de um acordo em torno das reivindicações dos operadores de segurança do sistema carcerário, a categoria deflagrou uma operação padrão, o que, entre outras coisas, tem levado ao constante cancelamento das visitas aos apenados, por falta de contingente.

No inicio da manhã deste sábado, 4, após serem comunicados de que não haveria visitas, presos do presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul deram inicio a um principio de motim. Revoltados, os internos dos pavilhões 3, 4, 7 e 8 começaram a “bater grades” e a quebrar as celas.

A situação só foi controlada uma hora após o inicio do motim com a chegada do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (Gpoe).

Eden Azevedo, presidente da Asspen, afirmou que um comunicado já foi emitido à todas as equipes de plantão nas demais unidades prisionais e que novos motins podem ocorrer durante o final de semana e também no decorrer da semana.

“Está evidente que essas ações podem ocorrer a qualquer momento em outras unidades. As equipes de plantão já foram alertadas quanto a novas tentativas de rebelião e motim”, disse.

Azevedo disse também que, não existe nenhum absurdo nas reivindicações da categoria e que se o governo acena para um acordo os policiais penais põem fim a operação padrão.

“A operação padrão na mais é que os policiais penais não estão tirando Bando de Horas (BH), que seria uma espécie de dobra no serviço, não estão permitindo visitas aos presos por falta de contingente, como aconteceu na semana passada onde haviam mais de 1500 presos, com cerca de 200 visitantes e apenas oito policiais para tomar de conta dos pavilhões, isso é humanamente impossível, entre outros pontos. Mas, se o governo acenar para um acordo satisfatório para toda a categoria, nós encerramos a operação padrão”, explicou Azevedo, afirmando ainda que o governo está se portando de forma intransigente.

“O sistema prisional está a beira do caos, não queremos que isso aconteça, mas o governo está intransigente”, finalizou.

As manifestações ocorreram na sexta-feira, 3, em Sena Madureira quando familiares de presos bloquearam a BR-364 em frente a Unidade Prisional Evaristo de Morais, após a informação de que as visitas iriam ser suspensa.