Com foco na geração de renda e na preservação ambiental, um novo projeto aprovado pelo , sob gestão do , promete transformar a realidade de comunidades agroextrativistas no Acre. Intitulada “Cooperar com a Floresta”, a iniciativa será executada ao longo de quatro anos e deve alcançar diretamente cerca de 1,5 mil famílias em diferentes regiões do estado.
A proposta abrange uma área de aproximadamente 4,35 milhões de hectares, incluindo territórios considerados estratégicos para a conservação ambiental, como a , além de assentamentos da reforma agrária distribuídos em dez municípios. Ao todo, cerca de 6 mil pessoas devem ser impactadas pelas ações previstas.
O projeto busca fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, combinando práticas agroextrativistas com inovação e organização comunitária. A ideia é ampliar a produção com responsabilidade ambiental, garantindo que o desenvolvimento econômico ocorra sem comprometer a floresta.
Entre os principais investimentos, está a implantação de 100 unidades produtivas baseadas em sistemas agroflorestais, além da criação de um viveiro central de mudas. Também estão previstas quatro agroindústrias voltadas à produção de café e estruturas para beneficiamento de frutas tropicais, agregando valor à produção local.
Na área de infraestrutura, o plano inclui melhorias na logística de transporte, com a adoção de soluções multimodais, e investimentos em energia limpa, com a instalação de sistemas solares em unidades produtivas e administrativas.
Outro eixo estratégico é o fortalecimento da assistência técnica rural, que atenderá todas as famílias participantes. A iniciativa prevê ainda a formação de jovens agentes comunitários, incentivando a permanência e o protagonismo das novas gerações no campo.
Além da produção, o projeto também aposta na modernização da gestão e na ampliação de mercados. Está prevista a criação de uma plataforma para monitoramento de resultados, bem como ações voltadas à qualificação de produtos, melhoria de embalagens e acesso a novos canais de comercialização.
No campo social, haverá investimentos na formação de lideranças, com atenção especial à participação de mulheres e jovens, além de medidas para fortalecer a governança das cooperativas ligadas à Rede Cooperacre.
A iniciativa começou a ser desenhada ainda em 2017 e passou por diversas reformulações até ser oficialmente apresentada em 2024. A aprovação, em março de 2026, marca a consolidação de uma das principais apostas para o fortalecimento da sociobioeconomia no Acre, com impacto direto na vida de comunidades que dependem da floresta para viver.
