Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2024, mostram que o Acre está entre os Estados com menor proporção de pessoas com ensino superior completo no país, evidenciando as disparidades históricas entre as regiões brasileiras.
De acordo com o levantamento, apenas 19% da população brasileira com 25 anos ou mais concluiu o ensino superior. No Acre, esse percentual é ainda menor, inserindo o estado na faixa inferior do ranking nacional, ao lado de outras unidades da Região Norte.
O estudo revela que a distribuição da escolarização superior no Brasil está longe de ser homogênea. Enquanto algumas regiões concentram oportunidades e infraestrutura educacional, outras ainda enfrentam limitações estruturais que dificultam o acesso à graduação.
No topo dessa desigualdade aparece o Distrito Federal, que registra os maiores índices do país. O resultado é atribuído à forte presença do aparato estatal, à concentração de empregos qualificados e à ampla oferta de instituições de ensino superior. Na prática, trata-se de um território onde a formação acadêmica está diretamente ligada às funções administrativas e políticas.
Já Estados das regiões Sul e Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, também apresentam percentuais mais elevados. Nessas áreas, a presença de universidades, centros de pesquisa e mercados de trabalho especializados contribui para a retenção de profissionais qualificados e o aumento da escolarização.
Por outro lado, no Norte e no Nordeste — onde o Acre está inserido — os números mais baixos refletem desafios históricos. A menor oferta de instituições de ensino, a dificuldade de acesso e a baixa diversificação econômica ajudam a explicar o cenário. Especialistas apontam que essas regiões ainda enfrentam um processo de “rarefação educacional”, resultado de desigualdades acumuladas ao longo do tempo.
