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POLÍTICA

Acre lidera crescimento econômico do país e impulsiona avanço do Norte e Centro-Oeste; aponta IBGE

Acre lidera crescimento econômico do país e impulsiona avanço do Norte e Centro-Oeste; aponta IBGE

O Acre registrou a maior alta do Produto Interno Bruto (PIB) entre todos os Estados brasileiros em 2023, com expansão de 14,7%, segundo novo balanço divulgado pelo IBGE. O resultado reforça a mudança no mapa econômico do país, com Norte e Centro-Oeste assumindo protagonismo no crescimento nacional. No ano, o PIB brasileiro avançou 3,2%.

De acordo com o levantamento, todas as 27 unidades da federação apresentaram expansão econômica, com destaque para os estados que compõem a nova frente de expansão produtiva do país. Além do Acre, os maiores crescimentos foram registrados em Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%), Tocantins (7,9%) e Rio de Janeiro (5,7%).
Motores do crescimento

O desempenho do Norte e do Centro-Oeste foi impulsionado principalmente pelo agronegócio, com forte produção agrícola e ganhos na pecuária e indústria de alimentos.

Além do agro e das indústrias extrativas, o setor de serviços teve papel decisivo no avanço de Estados como Acre, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rio de Janeiro. Cresceram principalmente as atividades de:

  • administração pública,
    • saúde,
    • educação,
    • seguridade social.

O comércio de veículos e motocicletas também fortaleceu o desempenho do Centro-Oeste. Na indústria, o Mato Grosso do Sul se destacou pela produção de energia hidrelétrica, enquanto o Mato Grosso avançou na fabricação de álcool e alimentos.

Menores crescimentos
Entre os resultados mais modestos de 2023 estão:

  • Pará (1,4%),
    • São Paulo (1,4%),
    • Rio Grande do Sul (1,3%),
    • Rondônia (1,3%) — impactado pela forte seca que reduziu a geração de energia.

Os números confirmam a redistribuição da atividade econômica pelo território nacional. Entre 2002 e 2023:

  • o Centro-Oeste ampliou sua participação no PIB em 2 pontos percentuais;
    • o Norte cresceu 1,1 ponto percentual;
    • a região Sudeste perdeu 4,4 pontos percentuais, influenciada principalmente pela redução da participação de São Paulo e Rio de Janeiro.