O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, desembarcou na madrugada desta sexta-feira, 20, na Capital após cumprir agenda em Brasília, onde recebeu o aval da executiva nacional do PSDB para disputar o Governo do Acre nas eleições de 2026.
Recepcionado por apoiadores no Aeroporto Internacional de Rio Branco, Bocalom falou sobre o novo momento político e demonstrou confiança no compromisso firmado com a sigla.
“O PSDB firmou um compromisso conosco, um compromisso que eu tenho certeza que será honrado, porque o PSDB Nacional comigo nunca teve falha, sempre me ajudou. Tenho certeza que vamos ter tudo o que for necessário”, afirmou.
O prefeito também destacou o perfil da campanha que pretende conduzir, afastando a dependência de grandes recursos financeiros e apostando na proximidade com o eleitorado.
“Não é um partido que tem muito dinheiro, como outros, mas o que vale para nós é pé no chão e trabalho. Nós não estamos atrás de arrumar dinheiro para fazer campanha, porque o nosso voto vem de graça. Ele não é comprado, vem pelo coração das pessoas”, declarou.
Durante a conversa com a imprensa, Bocalom reconheceu que o processo de filiação e consolidação dentro do PSDB envolveu articulações complexas e apoio de lideranças políticas nacionais.
“Tivemos ajuda, sim. Houve ligações importantes, conversas com lideranças nacionais. Foi um processo difícil, mas que deu certo”, disse, ao mencionar os bastidores da negociação.
Sem entrar em detalhes sobre possíveis movimentações contrárias dentro do cenário político local, o prefeito evitou polemizar e tratou o episódio como parte natural da política.
“Isso é jogo político, e jogo político vai acontecer sempre. Não fico ressentido, nem magoado com nada disso”, ressaltou.
Apesar do novo projeto eleitoral, Bocalom afirmou que seguirá à frente da Prefeitura de Rio Branco até o limite do prazo legal, priorizando a entrega de obras e ações administrativas.
“Nós vamos até a reta final. Temos muitas obras para inaugurar e outras para lançar. Vamos aproveitar ao máximo esse tempo”, pontuou.
A possível desincompatibilização do cargo deve ocorrer apenas dentro do calendário eleitoral, enquanto o prefeito intensifica, paralelamente, as articulações políticas visando a disputa pelo governo estadual.
