O agora ex-vereador João Paulo Silva (Podemos) assumiu oficialmente nesta quinta-feira, 9, o comando da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), após convite da governadora Mailza Assis. Em sua primeira fala como secretário, ele destacou o compromisso com as políticas públicas e o sentimento de honra pela nova missão.
“Olha, o sentimento é muito forte. Trabalhar com políticas públicas sempre foi a minha vida. Meu mandato de um ano e quatro meses foi pautado em políticas públicas de saúde e assistência. Eu, como psicólogo de formação, estou sendo extremamente honrado pelo convite da governadora Mailza”, afirmou.
João Paulo ressaltou que deixa temporariamente a Câmara de Rio Branco para ampliar sua atuação em todo o estado. Segundo ele, o novo cargo permitirá alcançar municípios e comunidades que necessitam de maior atenção do poder público.
“Irei voltar para a posição de servir o Estado, como fiz nos lugares por onde passei. Consegui servir Rio Branco, mas agora vou poder servir Jordão, Santa Rosa, Assis Brasil, Mâncio Lima e todo o Estado que tanto eu amo”, declarou.
O novo secretário também anunciou que sua primeira agenda oficial ocorreu ainda nesta quinta-feira, em reunião com o Ministério Público, para discutir a implantação de uma Central de Atendimento a vítimas de violência e abuso contra crianças e adolescentes.
“A primeira agenda é com o Ministério Público, onde está sendo discutida a implantação da Central de Violência e Abuso de Crianças e Adolescentes. Já fui convocado para essa reunião com toda a equipe de assistência social do Estado”, explicou.
Além disso, o gestor informou que pretende realizar visitas institucionais já nos próximos dias, incluindo uma agenda na colônia Souza Araújo, com foco em populações vulneráveis.
Outro ponto destacado pelo secretário foi o enfrentamento ao tráfico de pessoas, problema sensível no Acre por sua posição geográfica. Ele defendeu a integração entre políticas de segurança e direitos humanos, além da necessidade de apoio do governo federal.
“Isso tem totalmente a ver com direitos humanos. Já tive uma conversa com a nossa adjunta e estaremos buscando diálogo com os ministérios responsáveis. Precisamos do apoio do governo federal. Não podemos misturar políticas públicas com política partidária. Nosso papel é cuidar da população”, concluiu.
