O deputado estadual Fagner Calegário (União/PP) fez uma avaliação direta do início da gestão da governadora Mailza Assis, atribuindo nota 5 ao governo e apontando preocupações com decisões administrativas e articulação política.
Questionado pelo jornalista Luciano Tavares no Podcast Papo Informal desta quinta-feira, 30, sobre críticas à condução do governo e a possibilidade de viés misógino nas avaliações, o parlamentar descartou essa hipótese. “Longe de mim falar sobre misoginia, eu acho que não. Para mim não é isso”, afirmou.
Calegário explicou que sua avaliação reflete, segundo ele, o sentimento percebido nas ruas durante visitas ao interior do estado. “Vou dar nota 5. Chegou agora, a governadora é ela, as decisões vão recair sobre ela e também os resultados. Mas esse é um sentimento que não é só do deputado, é o que a gente escuta das pessoas”, disse.
O deputado também criticou mudanças feitas na estrutura do governo, destacando que algumas não seriam necessárias. Como exemplo, citou a Secretaria de Estado da Mulher, que, na sua avaliação, não deveria ter passado por alterações, além de questionar a forma como ocorreram mudanças na área da saúde.
Apesar das ressalvas, ele afirmou torcer pelo êxito da gestão. “Desejo sempre sucesso, até pela experiência que alguns têm, mas essas mexidas foram bem criticadas pelas pessoas”, pontuou.
Outro ponto de preocupação levantado pelo parlamentar foi o que classificou como distanciamento entre o Executivo e o Legislativo estadual. Segundo ele, essa relação pode impactar diretamente na tramitação de matérias de interesse do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).
“Me preocupa a maneira como ela tem tratado o parlamento. Esse distanciamento pode refletir nos resultados. A gente precisa dessa relação de proximidade, institucional e política também”, afirmou.
Calegário ainda mencionou dificuldades na comunicação interna da base governista, afirmando que não participa de grupos de articulação e que há um clima de tensão pré-campanha entre deputados. Ele também citou a falta de pagamento de emendas parlamentares como um dos pontos observados no relacionamento entre governo e Assembleia.
