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POLÍTICA

CCJ da Câmara de Rio Branco aprova votação de PL que amplia cargos comissionados, apesar de parecer contrário da Procuradoria da Casa

CCJ da Câmara de Rio Branco aprova votação de PL que amplia cargos comissionados, apesar de parecer contrário da Procuradoria da Casa

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Rio Branco aprovou, nesta quinta-feira, 20, a votação do Projeto de Lei Complementar (PLC) do Executivo Municipal que propõe a ampliação do número de cargos comissionados na administração pública municipal. A decisão foi tomada mesmo diante do parecer contrário da Procuradoria da Câmara, que apontou possíveis irregularidades na proposta.

O presidente da CCJ, vereador José Aiache (PP), justificou a aprovação do projeto afirmando que o aumento dos cargos não representará um crescimento nos gastos com pessoal.
"O entrave dos cargos era se aumentava gastos com o pessoal. E o que ficou controlado? Que não aumenta gastos com o pessoal, aumenta com o aditivo. A gente viu que houve cautela para colocar em votação. O quantitativo vai levar ao que está previsto na Constituição do município: 30% dos cargos."

Já o articulador político da Prefeitura de Rio Branco, Jhonatan Santiago, criticou as manifestações contrárias ao projeto, especialmente da oposição, e defendeu a legalidade da proposta.
"O projeto visa apenas adequar o quantitativo de cargos, sem aumentar os valores gastos. Esse modelo já foi adotado pelo governo do estado."

Oposição alerta para risco de 'cheque em branco' à gestão

Contrário à medida, o vereador André Kamai (PT) argumentou que o projeto concede ao prefeito autonomia para criar e definir remunerações de cargos comissionados sem a necessidade de aprovação legislativa, o que comprometeria a fiscalização da gestão pública.

“Precisamos observar a Lei Orgânica do Município para evitar a aprovação de um projeto insustentável. O parecer do Dr. Renan, nosso procurador, alerta que o projeto permite ao prefeito criar cargos comissionados e definir remunerações por atos administrativos, sem necessidade de lei formal, desde que respeite o limite previsto no artigo 65 da Lei nº 1000/653, de 2013."

Kamai destacou que, na prática, o projeto daria um "cheque em branco" à Prefeitura, retirando do Legislativo e da sociedade o controle sobre a criação e distribuição dos cargos.
"Atualmente, há cerca de 740 cargos nomeados na administração municipal. A Prefeitura quer autonomia para criar novos cargos sem passar pelo Legislativo, o que fere o princípio do controle e fiscalização da gestão pública."

O vereador pediu que os membros da CCJ seguissem o parecer da Procuradoria e rejeitassem o projeto, sugerindo uma reavaliação para garantir sua adequação à legislação municipal. A proposta agora seguirá para votação no plenário da Câmara de Rio Branco.