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POLÍTICA

CNM alerta que PEC da jornada de 36 horas pode ampliar crise financeira nos municípios

CNM alerta que PEC da jornada de 36 horas pode ampliar crise financeira nos municípios

Um estudo técnico divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) acendeu o alerta entre prefeitos de todo o país, incluindo os gestores acreanos. Segundo o levantamento, a proposta de redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais poderá gerar um impacto de R$ 48,4 bilhões aos cofres municipais brasileiros e exigir a contratação de mais de 770 mil novos servidores para manter os serviços públicos funcionando.

A análise considera os efeitos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025 e do Projeto de Lei 1.838/2026, que tramitam no Congresso Nacional. Para municípios do Acre, onde muitas prefeituras já enfrentam dificuldades financeiras e dependem fortemente de repasses federais, o aumento de despesas preocupa gestores, principalmente nas áreas de saúde, educação e limpeza urbana.

De acordo com a CNM, a maior preocupação está relacionada à PEC 8/2025, que reduz a jornada semanal para 36 horas. A entidade avalia que, além do impacto financeiro bilionário, as cidades brasileiras precisariam ampliar significativamente seus quadros de servidores para manter o mesmo nível de atendimento à população.

O estudo aponta ainda que os reflexos atingiriam diretamente carreiras essenciais nos municípios. Entre as áreas mais impactadas estão educação, saúde, serviços gerais e setores administrativos.

Pelos cálculos da CNM, a administração pública brasileira poderia enfrentar déficit de aproximadamente 96 mil professores, 58 mil trabalhadores da limpeza urbana e 22 mil técnicos em enfermagem caso a PEC seja aprovada.

No Acre, onde municípios menores já enfrentam dificuldades para preencher vagas em áreas essenciais, principalmente em regiões isoladas, a necessidade de novas contratações pode ampliar ainda mais a pressão sobre as contas públicas. A entidade também alerta que o impacto pode ser ainda maior porque o levantamento não inclui trabalhadores terceirizados que atuam nas prefeituras.

Já o Projeto de Lei 1.838/2026, que prevê jornada semanal de 40 horas, teria efeitos mais modestos. Mesmo assim, segundo a CNM, a medida causaria impacto de R$ 442 milhões aos municípios brasileiros e demandaria a contratação de cerca de 7,1 mil novos servidores.