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POLÍTICA

"Ele manda dentro dessa casa, mas não manda no voto do vereador Eber Machado", diz emedebista sobre aprovação de PL que amplia cargos comissionados

"Ele manda dentro dessa casa, mas não manda no voto do vereador Eber Machado", diz emedebista sobre aprovação de PL que amplia cargos comissionados

O vereador Eber Machado (MDB) fez um duro discurso contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) do Executivo Municipal, que amplia o número de cargos comissionados na administração pública da Capital.

Apesar do parecer contrário da Procuradoria da Câmara, que apontou possíveis irregularidades na proposta, o PL foi aprovado pela maioria dos parlamentares. Apenas Eber Machado (MDB), André Kamai (PT), Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos) votaram contra a medida.

Antes da votação, na sessão desta quinta-feira, 20, o emedebista criticou a condução do processo e a influência do Executivo sobre o Legislativo.
"Ele manda dentro dessa casa, mas não manda no voto do vereador Eber Machado". Em seu pronunciamento, o vereador questionou a utilidade da assessoria jurídica da Câmara, já que o parecer da Procuradoria foi ignorado pela maioria dos parlamentares.

“Hoje é uma prova que ele manda dentro dessa casa, mas não manda no voto do vereador Eber Machado. Nós temos aqui vereadores que são jurídicos. Pra que assessoria jurídica? Pra que a Procuradoria Jurídica na nossa casa? Pra que que tá servindo? Alguém pode me responder? Porque isso é dizer pra eles: essa casa não precisa de vocês!" – criticou.

Eber também destacou os problemas estruturais da cidade e disse que, enquanto Rio Branco enfrenta dificuldades no saneamento básico, a prioridade da gestão municipal tem sido aumentar cargos comissionados.
"Rio Branco hoje, entre as cidades com mais habitantes, é a quarta pior em saneamento básico. E o prefeito tá preocupado em aumentar cargos! Eu queria ver o prefeito com essa mesma vontade que ele tem pelos cargos para resolver os problemas da cidade."

Ação judicial contra o PL

O vereador ainda anunciou que tomará medidas contra o projeto aprovado.
"Vamos ajuizar uma ação contra esse projeto porque ele é inconstitucional. Isso é um tapa na cara do povo. O Ministério Público será acionado.
"O vereador Eber Machado é povo e vai continuar sendo o povo”, concluiu.