Dois frigoríficos do Acre, voltados ao abate de bovinos, aparecem em um estudo do Radar Verde, Resultados Frigoríficos 2024, divulgado no começo deste ano. Os frigoríficos acreanos Frisacre Frigorífico Santo Afonso do Acre Ltda e Frigonorte Acre obtiveram nota zero com relação ao grau de controle de fornecedores para evitar o desmatamento na Amazônia.
Somente o Frisacre tem um grau de exposição ao risco do desmatamento de 1.603.338 de hectares. A área de abrangência do Frigonorte é um pouco menor: 104.036 hectares. Os frigoríficos com as melhores notas foram: Marfrig, Minerva e Rio Maria, com notas 96,8; 94,4; e 92,2.
Grau de Exposição ao Risco de Desmatamento
O Radar Verde avalia também o Grau de Exposição ao Risco de Desmatamento, que mede a área com fatores de risco de desmatamento nas zonas potenciais de compra de gado das empresas. Estes fatores incluem desmatamento recente, áreas embargadas por desmatamento ilegal e risco de desmatamento no curto prazo. De acordo com o novo relatório, os cinco frigoríficos com maior Grau de Exposição ao Risco de Desmatamento são, nesta ordem: JBS, Frigo Manaus, Frialto, Masterboi e Amazon Boi. A JBS é a empresa mais exposta ao risco, com cerca de 11,5 milhões de hectares — uma área maior do que o estado de Santa Catarina. Essa alta exposição, que é o dobro da segunda colocada, está diretamente relacionada à escala de operação da empresa na região: das 24 plantas frigoríficas que a JBS possui na Amazônia, 21 estão em atividade. A maioria das outras empresas do setor possui apenas uma unidade na região.