O diretor de Gestão da Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco, Adauto Góes, rebateu nesta quinta-feira, 28, as declarações feitas pelo vereador Eber Machado sobre suposta falta de merenda, materiais e estrutura nas escolas da rede municipal. Em entrevista ao NH, Góes afirmou que a Secretaria trabalha diariamente para atender todas as unidades de ensino e negou que alunos estejam sem proteína ou que professores precisem tirar dinheiro do bolso para manter as atividades escolares.
“A gente respeita a fala do vereador, entende o papel dele como fiscal do município, mas discordamos veementemente dessa fala. A Secretaria de Educação trabalha 24 horas voltada para todas as demandas das escolas, principalmente na questão da merenda”, afirmou.
A resposta ocorre após Machado afirmar, durante sessão na Câmara Municipal de Rio Branco, que “os freezers estão vazios” e que professores estariam custeando materiais para conseguir dar aula. O parlamentar também denunciou falta de funcionários, merenda e profissionais de apoio nas unidades escolares.
Segundo Adauto Góes, não existe desabastecimento generalizado na rede municipal e eventuais problemas pontuais podem ocorrer por questões logísticas ou atrasos de fornecedores.
“Podem acontecer falhas pontuais de fornecimento por questões de logística, transporte ou atraso das empresas contratadas, mas, no geral, todas as escolas são abastecidas com produtos perecíveis e não perecíveis”, declarou.
O diretor explicou que os alimentos não perecíveis são entregues diretamente pela Secretaria Municipal de Educação, enquanto carnes, peixes, ovos e frangos são distribuídos por empresas contratadas, principalmente nas escolas urbanas. Já nas unidades rurais, segundo ele, a própria secretaria realiza a entrega direta.
“Para as crianças ficarem consumindo somente ovos ou apenas um tipo de proteína, isso está longe de ser verdadeiro. Nós temos um cronograma diário de abastecimento das escolas”, destacou.
Góes também rebateu a afirmação de que professores estariam tirando recursos do próprio bolso para suprir necessidades das escolas. Segundo ele, todas as unidades recebem verba específica para manutenção e aquisição de materiais.
“As escolas dispõem de recursos financeiros para compra de material, equipamentos e pequenas manutenções. Muitas vezes algumas unidades deixam de utilizar esses recursos por questões burocráticas internas, mas essa história de professor tirar dinheiro do bolso não corresponde à realidade da rede”, afirmou.
Ainda de acordo com o diretor, ações como rifas, bingos e arraiais organizados pelas escolas acontecem para custear festividades e projetos específicos, e não para garantir merenda ou itens essenciais ao funcionamento das unidades.
Ele também apresentou números sobre os investimentos realizados pela prefeitura na alimentação escolar em 2026. Segundo Góes, já foram aplicados R$ 1,6 milhão na compra de carne bovina, R$ 65 mil em carne suína, R$ 209 mil em peixe, R$ 2,1 milhões em frango e R$ 1,4 milhão em ovos.
“Além da merenda, todas as escolas recebem recursos para manutenção, compra de materiais e até abastecimento de gás. A secretaria também mantém equipes de manutenção para atender as unidades escolares”, disse.
Ao final, Adauto Góes reforçou que a gestão municipal permanece aberta à fiscalização e ao acompanhamento da sociedade. “O desafio está posto. Qualquer vereador, jornalista ou representante da sociedade pode acompanhar de perto o trabalho que vem sendo feito pela Secretaria Municipal de Educação”, concluiu.
