O governo federal pretende avançar na automatização da declaração do Imposto de Renda e trabalha com a perspectiva de eliminar a necessidade de preenchimento manual pelos contribuintes nos próximos dois ou três anos.
A informação foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista concedida nesta segunda-feira, 1º. Segundo ele, a intenção é simplificar a relação dos cidadãos com o Fisco por meio da integração de dados já disponíveis em sistemas públicos e privados.
De acordo com o ministro, a evolução tecnológica permite que grande parte das informações exigidas atualmente na declaração anual seja reunida automaticamente pela Receita Federal, reduzindo a burocracia para os contribuintes.
A proposta prevê a ampliação dos mecanismos de cruzamento de dados financeiros, patrimoniais e cadastrais, possibilitando que o cidadão apenas confira e confirme as informações previamente organizadas pelo sistema.
A iniciativa representa um passo além do modelo de declaração pré-preenchida, que já disponibiliza dados sobre rendimentos, aplicações financeiras, bens e despesas dedutíveis. A expectativa do governo é que esse formato seja cada vez mais ampliado nos próximos anos.
Segundo Durigan, a Receita Federal foi orientada a desenvolver ferramentas capazes de consolidar automaticamente informações provenientes de bancos, empresas, planos de saúde e outras fontes que já repassam dados ao órgão fiscalizador.
Apesar dos avanços, a Receita continua recomendando que os contribuintes revisem cuidadosamente as informações apresentadas nas declarações pré-preenchidas, uma vez que os dados são fornecidos por terceiros e podem conter inconsistências.
A meta do governo é implementar a mudança de forma gradual até que a declaração anual deixe de exigir o envio manual de informações, tornando o processo mais simples e rápido para milhões de brasileiros.
