O presidente da Câmara de Rio Branco, Joabe Lira, reagiu às críticas feitas por parlamentares durante a sessão desta terça-feira, 12, e negou favorecimento político, além de justificar a suspensão de viagens e exonerações no Legislativo municipal.
Questionado sobre estar se sentindo “massacrado” pelos colegas no plenário, Joabe minimizou os ataques e afirmou que as críticas partem de “uma pequena parte” dos vereadores. O presidente também responsabilizou a gestão anterior pela situação financeira da Casa.
“Quando chegamos aqui, pegamos essa Casa com muita dificuldade financeira devido ao ex-presidente vereador Raimundo Neném. Inclusive estamos tendo dificuldade de ir para a nova sede por conta da compra dos móveis. Não sei onde esses móveis estão, e o Ministério Público também vai ser acionado”, declarou.
Joabe afirmou que a atual gestão precisou cortar gastos para manter o funcionamento da Câmara. Segundo ele, as viagens oficiais foram limitadas e os parlamentares haviam acordado que cada vereador teria direito a apenas uma viagem anual.
“Eu, como presidente, viajei apenas uma vez durante esse um ano e meio. Porque entendemos que a prioridade é manter a Casa funcionando e ter cautela com o dinheiro público”, afirmou.
O chefe do Legislativo também comentou as exonerações ligadas ao vereador João Paulo, após a ida do parlamentar para uma secretaria municipal. Segundo Joabe, a substituição dos cargos ocorreu de forma administrativa.
“O vereador saiu para assumir a secretaria, então foi decidido que os dois cargos seriam substituídos”, explicou.
Ao ser questionado sobre declarações de vereadores de que estaria administrando a Câmara “apenas para amigos”, Joabe negou qualquer privilégio e voltou a comparar sua gestão com a anterior.
“Na minha gestão poucos vereadores viajaram. Eu viajei apenas uma vez. Enquanto na gestão do vereador Raimundo Neném, conhecido pelo ‘trem da alegria’, vários ex-vereadores viajaram. Todos esses números serão levantados e apresentados para a imprensa e órgãos de controle”, disse.
Joabe também rebateu críticas sobre supostamente desfazer acordos firmados pelo primeiro-secretário da Casa, Leôncio Castro. Segundo ele, o compromisso firmado era justamente limitar as viagens parlamentares.
“As viagens que tinham sido acordadas eram para que cada vereador viajasse apenas uma vez por ano. Muitos abriram mão, e eu também decidi viajar apenas uma vez para fazer um curso em Brasília”, concluiu Lira.
