O presidente do PT no Acre, vereador e pré-candidato a deputado federal, André Kamai, criticou a condução da Prefeitura de Rio Branco nas negociações com os trabalhadores da educação durante participação no podcast “Papo Informal”, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares.
Ao comentar a greve e paralisação dos profissionais da educação municipal, Kamai afirmou que o movimento foi provocado pela ausência de diálogo e pela falta de uma proposta considerada adequada pela categoria.
“Ninguém quer estar na greve. Greve não é legal. Começar uma greve é a coisa mais fácil que tem. Difícil é terminar”, declarou.
Segundo o parlamentar, os professores acumulam perdas salariais nos últimos três anos e reivindicam uma recomposição salarial de 10%.
“Tem professor que tem quase 25% de perda ao longo desse período. Os professores estão propondo uma recomposição de 10%”, afirmou.
Kamai criticou ainda a postura da prefeitura nas negociações e disse que a gestão apresentou uma proposta sem abertura para novas discussões. “A prefeitura apresentou uma proposta e saiu da mesa, do tipo assim: ‘se quiser, é isso aqui’. Não pode ser assim”, disse.
O vereador defendeu que a administração municipal abra diálogo com os trabalhadores e faça uma análise detalhada das contas públicas antes de definir reajustes salariais.
“A gente precisa chamar os trabalhadores para a mesa, mostrar a verdade, fazer uma análise clara da folha e das contas para ver se cabe ou não um avanço”, comentou.
O petista também relatou problemas estruturais em escolas da rede municipal, incluindo falta de equipamentos de proteção, merenda insuficiente e ausência de água potável em unidades de ensino.
“Eu já estive em uma escola que não tinha nenhum galão de água cheio. Eu fui lá e comprei 10 galões de água para levar para a escola”, relatou.
O parlamentar citou ainda a situação da Escola Chico Mendes, no Segundo Distrito de Rio Branco, e afirmou que obras prometidas pela gestão anterior não foram executadas. “A escola continuou no mesmo lugar, apertada, sem área de lazer, sem estrutura adequada”, declarou.
Para Kamai, a greve da educação é resultado direto da condução da prefeitura nas negociações com os servidores. “Quem empurrou os trabalhadores para a greve foi a falta de diálogo da gestão”, disse.
