Em entrevista ao jornalista Luciano Tavares, no Papo Informal desta quinta-feira (7), o senador Marcio Bittar (PL) defendeu mais liberdade aos povos originários sobre o uso de seus territórios para fins econômicos. Segundo ele, é inadmissível que essas populações vivam em vulnerabilidade social. Bittar pontuou que apresentou a proposta ao pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro.
“Se o nosso time ganhar, escreve o que estou lhe dizendo: começar um processo de desamarrar esses nós que foram fiados. Vamos lá, em termos práticos: tem cabimento o indígena no Brasil ter 14% do território nacional e passar insegurança alimentar, porque não pode usar a riqueza que tem lá dentro? Não pode fazer uma estrada lá dentro. Não é possível. A proposta que entreguei para o Flávio Bolsonaro, em quase duas horas de conversa: nós queremos libertar o indígena. Nós queremos tirar a tutela do indígena. Hoje, a terra não é dele. Ele é um guardião, é um vigia. Nós queremos regulamentar em lei o poder da comunidade indígena sobre a área que ele está”, disse o senador.
Bittar criticou a atuação da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na Amazônia. “Não tem cabimento a gente viver numa região tão rica passando dificuldade. Essa é a minha luta, essa é a minha pauta, a principal dela. E, agora, eu estou diante da hipótese real de que este time que eu faço parte vencer a eleição. Porque ou é o Lula ou é o Flávio. Se for o Lula, vai continuar a Marina reinando na Amazônia, porque ela reina há 30 anos aqui dentro, com as ONGs que militam com ela. Então, isso aí não vai mudar. Vai ter todo esse empecilho para fazer ponte, para fazer estrada, para acessar petróleo, calcário, potássio e tudo mais”.
