O encerramento do programa "Asfalta Rio Branco", anunciado na tarde de quarta-feira, 2, foi tema de embate na Câmara Municipal de Rio Branco nesta quinta-feira, 3. Enquanto vereadores da oposição questionaram o fim do projeto e cobraram explicações sobre a aplicação dos recursos, o líder do prefeito Tião Bocalom, vereador Rutênio Sá (UB), saiu em defesa da gestão, alegando que o programa não acabou, mas passará por uma nova licitação.
Sá acusou os opositores de espalharem mentiras sobre o programa e explicou que a paralisação ocorre devido ao fim dos contratos das empresas responsáveis pela pavimentação. Segundo ele, um novo processo licitatório será aberto nos próximos meses para dar continuidade às obras:
“A pauta aqui hoje é a mentira! O programa não acabou, os contratos das empresas chegaram ao fim e agora será feita uma nova licitação. Isso leva tempo! O dinheiro está lá, as obras continuarão. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Controladoria-Geral da União (CGU) acompanharam tudo. Diferente do programa Ruas do Povo, que virou pó e está judicializado até hoje.”
O parlamentar ainda criticou a oposição por tentar politizar a questão e garantiu que a nova licitação trará contratos mais transparentes e eficazes.
Oposição fala em “Asfalticídio” e acusa gestão de corrupção
O vereador Éber Machado (MDB), com uma algema nas mãos, não poupou críticas ao prefeito e afirmou que o programa "Asfalta Rio Branco"foi um verdadeiro “assalto” aos cofres públicos, com denúncias já encaminhadas à Polícia Federal. Ele também acusou Bocalom de não ter coragem de anunciar o encerramento do projeto pessoalmente:
“Agora está claro! Esse programa não foi para asfaltar Rio Branco, foi para assaltar Rio Branco! O prefeito não teve nem a coragem de anunciar o ‘asfalticídio’, mandou um secretário no lugar. E agora, de R$ 190 milhões, restam apenas R$ 40 milhões. A população ainda vai pagar essa conta por gerações!”
Machado ainda denunciou que a Câmara barrou a convocação de um empresário da construção civil que teria feito denúncias sobre o mau uso dos recursos do programa.