..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

POLÍTICA

Oposição na Câmara questiona encerramento do “Asfalta Rio Branco”, líder do prefeito diz que estão espalhando mentiras

Oposição na Câmara questiona encerramento do “Asfalta Rio Branco”, líder do prefeito diz que estão espalhando mentiras

O encerramento do programa "Asfalta Rio Branco", anunciado na tarde de quarta-feira, 2, foi tema de embate na Câmara Municipal de Rio Branco nesta quinta-feira, 3. Enquanto vereadores da oposição questionaram o fim do projeto e cobraram explicações sobre a aplicação dos recursos, o líder do prefeito Tião Bocalom, vereador Rutênio Sá (UB), saiu em defesa da gestão, alegando que o programa não acabou, mas passará por uma nova licitação.

Sá acusou os opositores de espalharem mentiras sobre o programa e explicou que a paralisação ocorre devido ao fim dos contratos das empresas responsáveis pela pavimentação. Segundo ele, um novo processo licitatório será aberto nos próximos meses para dar continuidade às obras:

“A pauta aqui hoje é a mentira! O programa não acabou, os contratos das empresas chegaram ao fim e agora será feita uma nova licitação. Isso leva tempo! O dinheiro está lá, as obras continuarão. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Controladoria-Geral da União (CGU) acompanharam tudo. Diferente do programa Ruas do Povo, que virou pó e está judicializado até hoje.”

O parlamentar ainda criticou a oposição por tentar politizar a questão e garantiu que a nova licitação trará contratos mais transparentes e eficazes.

Oposição fala em “Asfalticídio” e acusa gestão de corrupção

O vereador Éber Machado (MDB), com uma algema nas mãos, não poupou críticas ao prefeito e afirmou que o programa "Asfalta Rio Branco"foi um verdadeiro “assalto” aos cofres públicos, com denúncias já encaminhadas à Polícia Federal. Ele também acusou Bocalom de não ter coragem de anunciar o encerramento do projeto pessoalmente:

“Agora está claro! Esse programa não foi para asfaltar Rio Branco, foi para assaltar Rio Branco! O prefeito não teve nem a coragem de anunciar o ‘asfalticídio’, mandou um secretário no lugar. E agora, de R$ 190 milhões, restam apenas R$ 40 milhões. A população ainda vai pagar essa conta por gerações!”

Machado ainda denunciou que a Câmara barrou a convocação de um empresário da construção civil que teria feito denúncias sobre o mau uso dos recursos do programa.