O vereador Samir Bestene (PP) utilizou a tribuna na primeira sessão ordinária de 2026 da Câmara de Rio Branco, realizada na terça-feira, 3, para se pronunciar sobre a situação do transporte coletivo da Capital e cobra respostas do Executivo e dos órgãos responsáveis pelo setor. O parlamentar afirmou que a crise do sistema se arrasta há anos e criticou a sucessão de contratos emergenciais sem a conclusão de uma licitação definitiva.
Segundo Bestene, o impasse teve início ainda em fevereiro de 2022, quando foi iniciado o modelo emergencial de operação. “Essa briga com o transporte público vem desde fevereiro de 2022, quando começou o emergencial e apenas a empresa Rico se propôs a vir para Rio Branco”, declarou.
O vereador destacou que, desde então, houve reuniões, debates e tratativas entre a base, a Comissão de Transporte e o Executivo, mas sem solução concreta. Ele lembrou que a licitação chegou a ser prevista para o ano passado, mas não foi publicada. “Veio muito diálogo, muita conversa sobre licitação e melhorias, mas infelizmente não foi publicado. E quem está padecendo é quem precisa do transporte público da nossa cidade”, afirmou.
Bestene também ressaltou que a Câmara aprovou medidas para viabilizar investimentos no sistema, incluindo subsídios e financiamento para renovação da frota. De acordo com ele, mais de R$ 150 milhões já foram destinados ao setor. O parlamentar questionou ainda a aplicação dos recursos do programa de renovação. “Aprovamos o Profrota e até agora fica a pergunta: cadê os R$ 67 milhões para a compra de 51 novos ônibus?”, cobrou, citando como comparação a entrega recente de veículos em Porto Velho.
Outro ponto levantado foi o fim do atual contrato emergencial com a operadora, previsto para 10 de fevereiro. Bestene alertou para o número de renovações já realizadas. “O correto é renovar uma vez cada contrato, e vai renovar agora a décima segunda vez. Nós, como comissão, precisamos dar uma resposta e cobrar mais firmeza sobre o transporte público de Rio Branco”, disse.
O vereador também demonstrou preocupação com a situação dos trabalhadores do sistema, relatando atrasos de salários e benefícios. “O que me deixa muito preocupado é ver servidor do transporte público não recebendo em dia, não tendo seus auxílios pagos na data correta”, pontuou.
Bestene defendeu a abertura de consulta pública para permitir a participação de novas empresas em um eventual contrato emergencial e voltou a cobrar providências. “Já chegamos no limite. A comunidade passa por problemas graves: ônibus atrasando, ônibus quebrado e nenhuma providência concreta é tomada”, pontuou.
